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Faça de 2010 o seu ano!

Por em 10 de janeiro de 2010

Armando Correa de Siqueira Neto*

Se você aguardava o momento propício para mudar certas coisas na sua vida, ele já chegou! Não se permita adiar projetos importantes que farão enorme diferença para a sua carreira. Firme a ideia na cabeça, organize-se e mãos à obra! Todo começo dá trabalho, mas sempre vale a pena, afinal, os bons resultados normalmente são o fruto do empreendimento que se operou com esforço e dedicação. Entretanto, convém lembrar: só você pode se autorizar a tamanha possibilidade de sucesso, ninguém mais pode fazê-lo.

2010 pode ser o ano crucial, que o faça levantar-se de vez da acomodação que trava e frustra em razão da mesmice. Eis a hora de romper drasticamente com alguns comportamentos do passado a fim de se lançar definitivamente ao futuro. Se você quiser, podemos percorrer as linhas desse texto e, juntos, analisarmos, passo a passo, alguns pontos que devem ser levados em conta, através de um simples plano de carreira pessoal que lhe dê suporte para alçar voo numa jornada sem precedentes, e sem volta, pois aquele que anda pelo caminho do desenvolvimento, jamais intenta retroceder diante das belezas evolutivas que reconhece florir no jardim da própria vida.

Tomemos como ponto de partida a sua história, ou seja, tudo quanto você conquistou para o seu autodesenvolvimento até agora. O seu passado é o marco iniciador da autoavaliação a ser realizada. Então, conceda-se o privilégio de fazer tal apreciação pessoal com o que há de melhor. Lembre-se que dela resultarão informações preciosas a serem utilizadas no seu planejamento de carreira, portanto, dedique quantidade suficiente de tempo ao exercício, e qualidade em alto nível em relação à (1) honestidade: analise pormenorizada e autenticamente os aspectos favoráveis e desfavoráveis presentes em si, tais como o seu nível de formação acadêmica; outros cursos; capacidade de se relacionar com as pessoas; criatividade e inovação; marketing pessoal; agressividade em vendas; espírito de liderança; análise crítica das diferentes situações; visão dos acontecimentos futuros; responsabilidade pessoal; maturidade; empreendedorismo; aceitação de desafios e transformações; entre outros itens que julgar necessário. No entanto, cuidado com o autoengano, haja vista ele ser o instrumento psicológico que nos acompanha desde há muito, cuja intenção é sempre criar defesas que nos mantenha distante do mal-estar – crer-se melhor do que se é, por exemplo, ou descrer-se pior, mesmo diante da gritante realidade. Quando você se pegar justificando todas as derrotas e desistências pessoais, puxe o freio de mão! Desconfie de si mesmo. É o autoengano dando as cartas no jogo da autocomplacência. Quem tem pena de si mesmo, se acomoda e avança bem pouco. Por outro lado, aquele que se encara, conhecendo as próprias deficiências, ainda que desgostoso com as evidências encontradas, se incomoda e tem a chance de se mexer e virar o jogo. Logo, seja honesto consigo mesmo durante a autoavaliação. Senão, já sabe quem perde? Confie na sua capacidade de lidar com os obstáculos evolutivos!; (2) profundidade: se a apreciação é pra valer, então cave fundo. Não se deixe levar por impressões superficiais, contentando-se com pouco. Queira mais para si mesmo, e aprofunde a sua busca acerca dos aspectos que devem ser melhorados. A profundidade determinará, em boa dose, o grau de autodesenvolvimento que se pode alcançar; (3) frequência: realizar a autoavaliação uma única vez, com a necessária qualidade, já é digno de louvor. Todavia, empreendê-la frequentemente proporcionará crescimento atrás de crescimento. O céu é o limite. Qual é o seu? Afinal, quem determina o nosso próprio limite?

Pois bem, até aqui analisamos como empreender a autoavaliação sobre a sua história, o passo firme inicial que permite o caminho à frente. Agora, trataremos do futuro, ou melhor, do planejamento que pode abrir as portas da possibilidade a qualquer projeto que você tenha em mente. Transformar ideia em ato. Sonho em realidade. Para tanto, é preciso recorrer a todas as informações obtidas através da autoapreciação. Elas são os pontos a serem trabalhados e alinhados aos objetivos que precisam ser estabelecidos, considerando-se: (1) o objetivo maior (pode ser mais de um), o qual permanecerá na linha do horizonte das perspectivas, estimulando constantemente a sua perseguição. Lembre-se de pensar seriamente a respeito do que se quer, pois querer por querer só leva à desistência e ao desânimo; (2) os objetivos menores, os quais servirão de base para se atingir o objetivo maior. Parece simples, mas é neste ponto que observaremos alguns detalhes fundamentais para se prosseguir adiante. Definir os objetivos é uma etapa relativamente fácil para quem sabe onde se quer chegar. Contudo, a exigência cresce quando se impõe a necessária definição dos prazos (a autocobrança é maior) e das mudanças comportamentais correspondentes (advindas gradativamente através da autoavaliação). Sem tais informações, o projeto se enfraquece e não há motivação que permaneça em pé sem o devido apoio que a fortaleça.

Porquanto, é relevante tratar acerca dos recursos motivadores em nós existentes. Se você ainda aguarda um golpe de sorte que lhe mude o rumo da vida, não está na hora de rever alguns conceitos e crenças? Que tal a partir de 2010? Transforme-o no ano que oferecerá tal abertura e mudança em relação ao autodesenvolvimento e, consequentemente, à carreira. Emergem, pois, algumas perguntas para a sua reflexão: Quantas vezes você testemunhou grandes transformações em si mesmo que tenham ocorrido graças ao acaso? Quem, na verdade, pode desenvolver a importante motivação para gerar sustentabilidade em cada projeto definido? Os outros podem controlar a sua motivação ou eles podem apenas estimulá-lo a desenvolvê-la? Deixar a sua motivação na mão de terceiros, por ventura não é uma maneira de se justificar (e aos demais) sobre aquelas desistências e fracassos particulares? Autoengano? Para se motivar, sobretudo em épocas difíceis, não é necessário que a própria pessoa encontre em si os motivos que a impulsione a agir? Ao estabelecer motivos (os objetivos claros e a maneira de persegui-los), não se instala em si mesmo, natural e vigorosamente, a motivação? Já teve tal experiência, por menor que ela fosse? O que falta para repetir a dose, em escala cada vez maior? Quem pode desenvolver a sua própria motivação?

Autoavaliação dos aspectos favoráveis e desfavoráveis, minimizando o autoengano e reconhecendo as deficiências (das quais ninguém escapa); investimento no próprio aperfeiçoamento; estabelecimento claro de objetivos maiores e menores e o necessário detalhamento de como atingi-los e identificar a maneira pela qual a motivação pessoal se desenvolve, pode ser o caminho dourado para se ampliar a chance de crescimento, amadurecimento e proporcionar vaga no pódio do sucesso. Mas é preciso destacar: só você se autoriza a tal transformação! Se for o seu desejo, reflita com honestidade, profundidade e de modo frequente, perguntando-se: O QUE EU DESEJO PARA MIM MESMO A PARTIR DE 2010?

 *Armando Correa de Siqueira Neto é psicólogo (CRP 06/69637), palestrante, professor e mestre em Liderança. Coautor dos livros Gigantes da Motivação, Gigantes da Liderança e Educação 2006. E-mail: selfcursos@uol.com.br

Tags: Em: Geral

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  1. Maura disse:

    Por conincidênciia já havia refletido bastante sobre isto, já em 2009 que foi o ano do Boi (meu ano) e sempre otimista, continuo em 2010, mais confiante ainda nos projetos, pequenos e maiores que não chegaram a se contretizar ainda! Retracei minha lista de propósitos e metas.
    Excelente artigo!!!




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