Histórias das Histórias de Manhuaçu-Escola Estadual Monsenhor Gonzalez

E.E Monsenhor Gonzalez

Em 1923, depois de vários anos em que o povo clamava por uma escola, por meio de uma grande insistência e dedicação do então Presidente da Câmara, Dr. Cordovil Pinto Coelho, entra em vigor o decreto lei N° 6573 de 17/05/1920, que cria primeiro Grupo Escolar de Manhuaçu.

Dr. Cordovil, era um grande político que deixou grandes marcas da sua vocação, em busca do bem-estar social e educacional do povo, como: a construção do jardim público, a implantação do 1° serviço de abastecimento de água da cidade, a ponte de cimento armado, construção da rede de esgoto da Rua Amaral Franco e a nossa querida Escola.

Nossa escola marca uma história na formação das crianças. Inicia com mansidão e sem pretensões, sua inauguração ficou marcada na memória de todos daquela época. Até hoje se fala do fato.

As festividades de inauguração foram marcadas para o dia vinte e cinco de maio daquele ano, 1925. Houve um comentário que a famosa Banda de Música “Santa Cecília”, regida pelo famoso mestre e compositor Filomeno dos Santos, não iria participar das festividades por divergências políticas. O Presidente da Câmara era o médico, Dr. Cordovil Pinto Coelho, e também Prefeito de Manhuaçu, e a Banda Santa Cecília prestava obediência ao seu rival político, Dr. Alcino de Paula Salazar. Os organizadores da festa da inauguração, chefiados pelo Dr. Cordovil Pinto Coelho, muito na surdina, enviaram ao Presidente da República, Dr. Artur da Silva Bernardes, uma carta com um emissário narrando os fatos. O Dr. Artur da Silva Bernardes era, além de Presidente da República, amigo particular do Dr. Cordovil Pinto Coelho. A resposta veio confortadora, mas foi guardada em sigilo completo. Enquanto isso, os adversários políticos comentavam em critica que não haveria banda de música na inauguração do primeiro Grupo Escolar da cidade.

Chegou então o grande dia, 25 de maio de 1925.

Ao amanhecer, às cinco horas da manhã, chega o trem de ferro trazendo a famosa Banda de Música dos Fuzileiros Navais com todos os instrumentos. Foi uma grande alegria! Saíram do trem, na Baixada, e se puseram a tocar até o centro, e a medida que subiam para o centro da cidade o povo pulava da cama e acompanhava a Banda em seus trajes de dormir (não houve tempo para que trocassem suas roupas). A Banda subiu até o Coreto da Praça, no centro da cidade, e continuou tocando. O mais emocionante de tudo foi o desenrolar dos fatos quando, no horário marcado para as solenidades, o maestro Filomeno dos Santos, uniu-se com seus músicos e subindo ao coreto a fim de cumprimentar os componentes de Banda dos Fuzileiros Navais e seu maestro, recebeu desde a batuta e, em um emocionante congraçamento, regeu as duas Bandas. Todos se emocionaram por verem os adversários unidos com o mesmo objetivo.

A esposa do Doutor Artur da Silva Bernardes, Dona Cléia, primeira Dama de nossa Pátria, também não deixou por menos, pois era amiga da primeira dama de nossa cidade, Senhora Maria de Lucca, que recebeu uma surpresa de Dona Cléia: a mesma encomendou da “Casa Colombo”, que trouxe para as festividades, os mais finos manjares, e garçons tradicionalmente vestidos que foram servindo para toda a sociedade manhuaçuense os mais finos doces e biscoitos, tendo ela enviado também um delicioso e maravilhoso bolo, milhares de balas no formato de meninos e meninas, agraciando a criançada de Manhuaçu, sendo servidos nas dependências da Escola que estava sendo inaugurada. Assim foram as solenidades de inauguração do “Grupo Escolar de Manhuaçu”, seu primeiro nome (Dados descritos pela professora, Senhora Ruth Nacif Chequer, memórias de seus pais)

Naquela época havia apenas sete professoras normalistas, sendo nomeado o primeiro diretor administrativo, o Professor Manoel do Carmo, que lecionava para o sexo masculino, tendo seu mandato de 1925 a 1929.

Sua administração foi marcada pela sua calma, ponderação e grande amizade. Após sua aposentadoria, assumiu a direção a professora Adelina de Paula Sette, que em 1917 era uma das únicas professoras formadas, filha da terra. Dona Adelina ficou na direção de 1929 a 1931.

De 1931 a 1932, foi Lucas Lacerda, que através dos registros, observamos muita organização. Depois, nossa Escola ficou por quatorze anos (1932 a 1946) sob a direção e cuidados do professor Jarbas Rezende. Um homem forte, austero, que deixa seu cargo de diretor para ser Inspetor Técnico, o qual foi nomeado. A professora Técnica, Custódia Feres Abi-Sáber, ficou como diretora substituta e nesse período, o Grupo Escolar de Manhuaçu, passou a se chamar grupo Escolar “Monsenhor Gonzalez” em merecida homenagem ao Monsenhor José de Maria Gonzalez, que viveu vinte e dois anos em nossa cidade. Chegando em oito de julho de 1917, e um mês depois de sua chegada, em dez de agosto, com apenas NR$ 0,28(vinte e oito réis), lançou a pedra fundamental da Matriz de São Lourenço. Segundo Maria de Lucca Pinto Coelho, esposa do Dr. Cordovil, “ninguém o excedeu no exercício discreto e humilde da caridade cristã e na simplicidade de bem fazer. Levou ao progresso dessa terra toda a energia, e toda a capacidade do seu temperamento dinâmico”. Ele também foi o primeiro presidente da Caixa Escolar desta Escola.

Dona Custódia Feres, foi a primeira professora técnica da Educação formada no Instituto de Educação de Belo Horizonte, na década de 30. Foi Diretora desta Escola por duas vezes, de 1946 a 1953 e de 1961 a 1966, onde mostrou sua dedicação e competência.

De 1954 a 1957, Aracy Pimentel comandou com firmeza e dignidade nossa Escola.

Já no período de 1957 a 1960, passou dona Iracy Silva, Pessoa dinâmica, extremamente exigente, com muita garra e competência sempre procurando a cada dia aprimoramento, elevando e engrandecendo o saber como professora e diretora na Faculdade de Caratinga. Foi também professora da Faculdade de Direito de Sete Lagoas e da Faculdade de João Monlevade. Encerrando sua carreira, aposentou-se na Secretaria de Estado da Educação, na função de Técnica em Educação. A seguir, nos anos de 1966 a 1977, tivemos uma sábia educadora na direção, a Senhora Mary Said Chéquer, sempre muito inteligente, falava fluentemente, além da nossa língua, o árabe, o francês e o português.

Algumas mudanças significativas aconteceram em nossa Escola naquele período. Passou a sua denominação de Grupo Escolar Monsenhor Gonzalez para Escola Estadual “Monsenhor Gonzalez”, também, passou por uma reforma e ampliação (1968) financiadas pelo CARPE no governo de Israel Pinheiro.

Em 1977, é nomeada diretora a senhora Laudy de Souza Lima, que encerra sua administração em meados de 1978.

Entrando para nossa história, a diretora Helena Aparecida Fernandes Vieira, que administrou com bravura e desprendimento no período de 1978 a 1982, quando sai, deixa Ruth Lea de Godoy Caldas, ótima pessoa, dedicada, competente e meiga. Todos os funcionários gostavam dela, pois acima de tudo estava o ser humano. Dona Ruth administrou com raça, nos anos de 1983 a 1985.

Já em 1986, por poucos meses, tivemos como diretora a nossa querida Margareth Pêsso Guidicci, que mostrou serenidade, competência e dedicação, apesar de pouco tempo. Logo após, foi nomeada a senhora Maria Albina Rodrigues Latfala, que ficou na direção no período de 1986 a 1988. Neste período a escola cresceu, foi ampliado o quadro de alunos e professores, com extensão de turmas que funcionava no Colégio Manhuaçu, dando mais oportunidade de trabalho e aumento de vagas para nossas crianças. Também neste período, foi executada a construção da biblioteca e de mais uma sala de aula. Foi brilhante administradora, dando tudo de si para o bem de todos, enfrentando com dignidade todas as dificuldades.

No ano de 1989, por alguns meses, foi diretora a nossa querida e amorosa, Argentina de Oliveira, pessoa carinhosa e honesta, que com simplicidade e amor, dirigiu a nossa escola. Em 1989 foi nomeada a professora Jussara Aparecida Nacif, que apesar da juventude, foi extremamente dinâmica; ficou na direção até 1991. Neste período conseguiu a construção de mais três salas de aula, ampliando o mercado de trabalho e a demanda de vagas. No final de 1991 com a democratização da gestão escolar, a comunidade elegeu pela primeira vez a sua diretora, a senhora Maria Aparecida Braga de Sá, que com seu trabalho e determinação, foi eleita por mais duas vezes, ficando na direção oito anos, de 1992 a 1999. Neste período, fez a reforma total da rede elétrica da escola, reforma parcial dos banheiros e construção do depósito.

Pessoa dedicada e trabalhadora, atenciosa e voltada ao atendimento do profissional da educação.

No final de 1999, aconteceu a quarta eleição para diretores, sendo eleita pela comunidade, a diretora atual, senhora Luizaura Januário de Oliveira Ferreira tendo com vice-diretora a senhora Almerinda Toledo Ribeiro. Foram reeleitas por aclamação da comunidade no início de 2004. É uma diretora que revolucionou a escola, criando em 2000 a APM (Associação de Pais e Mestres) da Escola, onde juntos Escola/APM/Colegiado, fazem desta Escola um local agradável de estudar e trabalhar. Procura juntamente com toda equipe, oferecer um trabalho digno e de qualidade, buscando o melhor, o sucesso de seus alunos e de toda a escola. Durante este período até o final de 2006 realizou algumas obras, inovações e parcerias, tais como: ampliação do pátio, construção da sala da supervisora, reforma total da cozinha, construção de despensa e outras…

A escola foi avaliada em 2006, por uma equipe da Secretaria de Estado da Educação, como uma entre as dez melhores do estado de Minas Gerais e a primeira da Superintendência Regional de Ensino de Manhuaçu, ambas as avaliações em Referência de Gestão Escolar, isto, graças ao empenho do seu TIME.

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