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Governo do Rio deve pedir mais recursos federais para a região serrana

Por em 12 de fevereiro de 2011

Um mês depois das fortes chuvas e avalanches de terra que destruíram a região serrana do Rio de Janeiro, provocando quase 900 mortes, os cálculos dos prejuízos da tragédia ainda estão sendo refeitos. O vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, afirmou hoje (11) que novas estimativas serão encaminhadas ao governo federal para recalcular os valores do pedido de ajuda.

Sem precisar os novos valores, Pezão disse que só agora, depois inúmeras visitas aos municípios atingidos e de posse dos primeiros levantamentos técnicos, o governo do estado está tendo uma dimensão mais realista dos estragos.

“Ainda não tenho este número [do total do prejuízo]. O grande serviço vai ser na contenção de encostas e na drenagem. Estamos elaborando projetos e levantando custos”, afirmou Pezão. “Na reconstrução de pontes serão R$ 110 milhões e R$ 295 milhões para nossas estradas estaduais. Estamos aguardando uma resposta para vermos o que virá de recursos.”

Ele estimou em cinco meses o prazo para a reconstrução da principal ponte que desabou na enxurrada, na RJ-116, sobre o Rio Grande, entre Bom Jardim e Nova Friburgo. No total, segundo o vice-governador, são pelo menos 185 pontes que precisarão ser reconstruídas ou restauradas.

Pezão garantiu que não haverá falta de recursos. “O que a presidenta [Dilma Rousseff] anunciou já chegou. Foram R$ 100 milhões, sendo R$ 70 milhões para o governo do estado e R$ 30 milhões para as prefeituras. Estamos pleiteando mais para pontes e estradas, além de encostas. Os recursos para capital de giro para empresários e pequenos agricultores estão começando a ser liberados pelos bancos, principalmente o Banco do Brasil e o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social].”

Segundo Pezão, serão necessários quase dois anos de trabalho na região para retomar o ritmo anterior à tragédia da madrugada do dia 12 de janeiro. “Acredito que será necessário trabalhar mais uns dois anos para a vida voltar ao normal. Só em Nova Friburgo são 121 encostas para serem feitas, com reflorestamento, contenção e taludes.”

Agência Brasil

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