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IBGE: bens de consumo duráveis ajudaram a puxar crescimento da produção industrial

Por em 09 de fevereiro de 2011

Thais Leitão Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro -

O crescimento da produção industrial em 2010 nas 14 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) pode ser explicado pelo desempenho de estados cujo parque fabril está ligado a setores de bens de consumo duráveis, como eletrodomésticos e automóveis, pela recuperação das vendas externas das commodities e ainda pela baixa base de comparação no ano anterior, que ainda sofreu os reflexos da crise mundial. A avaliação é do gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, André Macedo. “A maior presença de setores ligados a bens de consumo duráveis, especialmente automóveis e eletrodomésticos de linha marrom [televisão, aparelhos de som etc.], explica o forte avanço de determinadas regiões. Além disso, foram beneficiadas áreas com fabricação de bens de capital e produção de commodities, que recuperaram as exportações. A baixa base de comparação também é importante para explicar boa parte do crescimento”, ressaltou. Em 2010, cinco locais registraram altas acima da média nacional (10,5%). O destaque foi o Espírito Santo (22,3%), seguido por Goiás (17,1%), pelo Amazonas (16,3%), por Minas Gerais (15,0%) e pelo Paraná (14,2%), além de Pernambuco (10,2%) e São Paulo (10,1%), que cresceram próximos à média da indústria brasileira. Macedo destacou, no entanto, que na passagem de novembro para dezembro houve uma predominância de resultados negativos, indicando um menor ritmo da atividade. Esse movimento foi observado principalmente no Rio de Janeiro, com queda de 5,7%, em função de paralisações no setor de metalurgia básica e da concessão de férias no setor de veículos automotores; e em São Paulo, com retração de 1,2%, causada principalmente pelos setores farmacêutico, de metalurgia, de celulose e de eletroeletrônicos. “O saldo nessas duas regiões dá o tom da estabilidade na produção industrial”, enfatizou Macedo. Também houve quedas acentuadas na passagem de e os dois meses no Paraná (-5,0%), na Bahia (-3,9%), em Goiás (-3,8%) e no Rio Grande do Sul (-3,0%) Por outro lado, foram registradas altas em apenas três locais: Santa Catarina (3,0%), Minas Gerais (2,0%) e Pará (0,8%).

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