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PMDB e proporcionalidade deve ser critério para comissões no Senado

Por em 15 de fevereiro de 2011

Sem o apoio do PMDB – maior bancada no Senado com 20 representantes – para tentar conquistar no voto o comando da Comissão de Infraestrutura, o líder petista, Humberto Costa (PE), reunirá sua bancada para avaliar a situação. Costa deixou a reunião no gabinete da liderança do governo já admitindo que “pelo visto” não surgirá um acordo com os peemedebistas e demais partidos da base nesse sentido.

O líder peemedebista Renan Calheiros (AL) reafirmou que a disputa no voto “não é tradição nas escolhas dos cargos na Casa”. “Acredito que haverá um entendimento sim, e esse entendimento deverá ocorrer em torno da proporcionalidade partidária que foi, a rigor, o que ocorreu nas escolhas dos membros da Mesa Diretora.”

Calheiros acrescentou que cabe ao exercício político contornar as dificuldades que surgem no processo de escolha das comissões permanentes. “Na verdade, o que estamos conversando é isso, para que tenhamos um consenso em torno da proporcionalidade, de modo a evitar disputas desnecessárias.”

O líder afirmou que o ideal seria que todos os partidos indicassem ainda hoje (15) seus representantes nas comissões para que, a partir de amanhã (16), elas fossem instaladas. Renan Calheiros destacou a necessidade de “devolver a normalidade” ao Senado.

Pelo critério da proporcionalidade, ou seja, do tamanho das bancadas eleitas, cabe ao PSDB a terceira escolha das presidências das comissões. O partido já optou pela Comissão de Infraestrutura e, segundo o líder Álvaro Dias (PR), escolherá o nome a ser indicado para o comando do colegiado na reunião da bancada marcada para as 14h30.

Questionado sobre uma eventual indicação, pelo PT, de candidatura avulsa na Comissão de Infraestrutura, Dias afirmou que prefere não acreditar nessa hipótese. Ele ressaltou que no PMDB, fiel da balança, a expressão tem sido uma só: o respeito à proporcionalidade.

O líder tucano também reagiu quanto à possibilidade de perder, numa votação, o comando da Comissão de Infraestrutura. “Isso seria uma declaração de guerra, que tem suas consequências. A reação seria proporcional à ação e, apesar de sermos minoria reduzida, temos instrumentos para dificultar os interesses do governo no Congresso”, disse Dias.

Agência Brasil

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