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Carlos, o Chacal, é julgado em Paris por uma série de atentados terroristas

Por em 07 de novembro de 2011

A Justiça da França, o tribunal especial de Paris, começa a julgar hoje (7) o venezuelano Ilich Ramirez Sanchez – conhecido como Carlos, o Chacal – por uma série de atos terroristas nos anos de 1970 a 1980. Entre os crimes, está a explosão de uma bomba no trem que fazia o trajeto Paris-Toulouse, em 1982, que deixou cinco mortos. Chacal é apontado como o responsável por, pelo menos, 20 mortes em 14 atentados cometidos em diversos países.

O processo de julgamento de Chacal deve se estender até o dia 16 de dezembro. Mas há, ainda, um inquérito que ficará aberto na França para julgar o atentado cometido em 15 de setembro de 1974 em Paris – ação que deixou dois mortos e 34 feridos.

Chacal será julgado por um júri formado por sete magistrados de um tribunal especial. De acordo com a acusação, ele é o mandante também de uma série de atentados organizados para obter a liberação de sua mulher, Magdalena Koop, e do suíço Bruno Bréguet, membros do seu grupo.

Magdalena Koop e Bréguet foram presos em 1982 com armas e explosivos. Dias depois, o governo da França recebeu uma carta pedindo que eles fossem liberados no máximo em 30 dias. A polícia identificou as impressões digitais de Chacal no documento. Em seguida, uma bomba explodiu no trem Paris-Toulouse, deixando cinco mortos.

No primeiro dia do processo de Kopp e Bréguet, um carro explodiu na sede da revista Al Watan Al Arabi, em Paris, matando uma pessoa. Outros dois atentados simultâneos ocorreram em dezembro de 1983 em Marselha e no trem de alta velocidade, que faz o trajeto Paris-Marselha.

De acordo com especialistas, os crimes cometidos por Chacal no exterior não devem ser julgados. O venezuelano ganhou o apelido depois que a polícia francesa encontrou no seu apartamento o livro O Dia do Chacal, de Fredéric Forsyth – que conta a história de um matador frio e calculista sem nome e ligado a um grupo de extrema direita.

Chacal se define como sendo um “revolucionário profissional” e virou uma espécie de referência no terrorismo depois de um sequestro com reféns na sede de Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), em Viena, em 1975.

Apenas 19 anos depois Chacal foi preso, em 1994 em Khartoum, no Sudão, pelo serviço secreto francês e condenado à prisão perpétua por um júri popular por cumplicidade em quatro atentados que resultaram na morte de 11 pessoas e em uma centena de feridos no país.

 

Agência Brasil

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