O que é já foi e o que será, também!

O título acima é bastante intrigante. Ele compõe o versículo 15 do terceiro capítulo do Livro de Eclesiastes e diz o seguinte: “O que é já foi, e o que há de ser também já foi; e Deus pede conta do que passou”. Este texto desperta o nosso interesse porque, à primeira vista, parece não fazer sentido. Como poderiam as coisas futuras, assim como as passadas, já terem acontecido?

A humanidade não aprende, e parece que as coisas voltam a se repetir, ultimamente temos assistidos coisas estarrecedoras pai matando filho, filho matando pai, pai estuprando filho.

No mundo inteiro acontece absurdos inacreditáveis. Quando Noé avisou a humanidade sobre o dilúvio, ninguém acreditou. Hoje existem placas indicativas para toda parte chamando o povo a se encontrar com Jesus, a palavra de Deus está sendo divulgada em toda parte.

Por que Deus destruiu Sodoma e Gomorra? “Então o Senhor, o próprio Senhor, fez chover do céu fogo e enxofre sobre Sodoma e Gomorra” (Gênesis 19:24, NVI). A ocasião em que Deus decide destruir Sodoma e Gomorra é especialmente interessante. Ao saber dos planos do Senhor, Abraão, respeitosamente, questionou a razoabilidade daquela ação: “‘E se houver cinquenta justos na cidade? Ainda a destruirás e não pouparás o lugar por amor aos cinquenta justos que nele estão? Longe de ti fazer tal coisa: matar o justo com o ímpio, tratando o justo e o ímpio da mesma maneira. Longe de ti! Não agirá com justiça o Juiz de toda a terra? ’ Respondeu o Senhor: ‘Se eu encontrar cinquenta justos em Sodoma, pouparei a cidade toda por amor a eles’. Ainda assim pergunto: ‘E se faltarem cinco para completar os cinquenta justos? Destruirás a cidade por causa dos cinco? ’ Disse ele: ‘Se encontrar ali quarenta e cinco, não a destruirei’. ‘E se encontrares apenas quarenta? ’, Insistiu Abraão. Ele respondeu: ‘Por amor aos quarenta não a destruirei’. Então continuou ele: ‘Não te ires, Senhor, mas permite-me falar. E se apenas trinta forem encontrados ali? ’ Ele respondeu: ‘Se encontrar trinta, não a destruirei’. Prosseguiu Abraão: ‘Agora que já fui tão ousado falando ao Senhor, pergunto: ‘E se apenas vinte forem encontrados ali? ’ Ele respondeu: ‘Por amor aos vinte não a destruirei’. Então Abraão disse ainda: ‘Não te ires, Senhor, mas permite-me falar só mais uma vez. E se apenas dez forem encontrados? ’ Ele respondeu: ‘Por amor aos dez não a destruirei’” (Gênesis 18:24-32).

Mas infelizmente o número de justos era menor que dez! Então Deus teve que destruir aquelas cidades (Gênesis 19:24), pois as acusações contra elas eram muitas (Gênesis 19:13). Somente se salvaram Ló e suas duas filhas (Gênesis 19:15). O que muitos não percebem é que isso foi, na verdade, um ato de misericórdia divina, pois numerosos viajantes incautos passavam por essas cidades e eram simplesmente estuprados por aquele pelos homossexuais daquelas cidades (Gênesis 19:4-5). Destruindo Sodoma e Gomorra, Deus impediu que mais crianças crescessem naquele meio abominável, aprendendo a repetir os mesmos erros; assim, Ele também impediu que outros estrangeiros fossem violentados.

Outra coisa importante é que Deus nunca entrega uma pessoa ou um povo à desgraça sem antes ter avisado, e avisado muito, na esperança de que ele se converta:

“O Senhor, o Deus dos seus antepassados, advertiu-os várias vezes por meio de seus mensageiros, pois ele tinha compaixão de seu povo e do lugar de sua habitação. Mas eles zombaram dos mensageiros de Deus, desprezaram as palavras Dele e expuseram ao ridículo os seus profetas, até que a ira do Senhor se levantou contra o seu povo, e já não houve remédio” (2 Crônicas 36:15-16).

Um comentário de John Wesley sobre essa passagem (disponível no site: //wesley. nnu.edu) expressa que as coisas passadas, presentes e futuras são estabelecidas por uma ordem constante em todas as partes e eras do universo. De acordo com Wesley, há um retorno contínuo no movimento dos corpos celestiais, das estações do ano e na sucessão das gerações de homens e animais, em que tudo ocorre com o mesmo padrão. Esse pensamento é complementado por Ray C. Stedman (www.raystedman. org), em sua afirmação de que, em decorrência disso, há a repetição das mesmas lições para todo ser humano.

Por isso a segunda parte do versículo: Deus requer de volta aquilo que já passou, ou seja, Deus faz o que já passou retornar e isso implica em darmos conta do que fazemos. Há que se pensar, por exemplo, que, se o movimento das coisas é cíclico e isso inclui os nossos erros, teremos os mesmos tipos de colheita do que plantamos até que produzamos frutos de qualidade. E supõe-se que ninguém deseja errar a vida toda.

De fato, esse versículo é um desafio à consciência e ao empenho em viver de modo a não repetir os mesmos erros; o que faz desta mensagem também um incentivo para tanto. Se vamos passar por testes, que busquemos a aprovação em todos, de modo a que a nossa estada na terra não seja em vão.

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