Obituário da Nova República e a “Moab” criminosa

Lula inaugurando obra com os Odebrecht. Na extrema direita, o atual manda chuva da empresa, Marcelo Odebrecht que em passado recente escreveu artigo na Folha de S. Paulo defendendo as viagens de Lula ao exterior para facilitar contatos de empreiteiros.

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão  serrao@alertatotal.net

A História em breve reconhecerá que a maior e mais importante obra do empreiteiro Emílio Odebrecht foi decretar a morte moral e falência total dos órgãos institucionais da tal “Nova República”. O regime morto-vivo foi obra maquiavélica de um legítimo “golpe militar” dado em 1985 pelo General Leônidas Pires Gonçalves. Unha e carne do poderoso Roberto Marinho, Leônidas foi o principal avalista da posse ilegítima de José Sarney (agora citado na Lava Jato) no Palácio do Planalto, em vez de realizar uma nova eleição (indireta que fosse) no Colégio Eleitoral do Congresso Nacional.

 

Após 21 anos de regime dos Generais-Presidentes, a saída de João Figueiredo pela garagem do Palácio do Planalto foi a consagração simbólica de um golpe de covardia. Desgastados e derrotados na “guerra de comunicação”, os militares capitularam porque, a exemplo de 1964, não conheciam o verdadeiro inimigo da Nação: a Oligarquia Globalitária, associada a grandes corruptos e traidores brasileiros,m que tinham a missão primordial de manter o Brasil no eterno atraso que nos mantém como colônia de exploração subdesenvolvida e dirigida pelo Crime Institucionalizado. 

Com a devida distância histórica, fica fácil agora constatar que a tragédia brasileira se consolidou após a surpreendente agonia e morte de Tancredo Neves (cujo espírito deve estar envergonhado de ver que seu neto Aécio investigado em cinco inquéritos resultantes de 78 “colaborações premiadas” da Odebrecht). Não é justo decretar que Tancredo (também ligadíssimo à Oligarquia Transnacional desde a década de 50) teria sido um governante maravilhoso. No entanto, é grande a probabilidade de que fosse, no mínimo, menos ruim que o Sarney – “solução” imposta pelas quatro estrelas do Leônidas, Roberto Marinho & Cia.

Agora, no distante 2017, com a sábia quebra de sigilo e ampla divulgação daqueles vídeos que envergonham a Nação com detalhes sórdidos das delações da Lava Jato, o baiano Emílio Odebrecht praticamente proclamou a condenação mortal da maldita Nova República (que já nasceu esclerosada) e pronta para Pai de Marcelo Odebrecht – aquele que ajudou a profissionalizar a mais eficiente “engenharia da roubalheira sistêmica” -, Emílio situou a corrupção em seu exato tempo histórico, a partir da hegemonia do PMDB – que sempre esteve por cima da carne seca nos governos Collor, Itamar, FHC, Lula, Dilma e agora, ainda mais, sob o comando de Michel Temer.

Emílio Odebrecht proclamou: “O que nós temos no Brasil não é de cinco, dez anos. Nós estamos falando de 30 anos. Tudo que tá acontecendo era um negócio institucionalizado, normal. Em função de todos esses números de partidos, onde o que eles brigavam, era por quê? Por cargos? Não! Todo mundo sabia que não era. Era por orçamentos gordos. Os partidos colocavam, então, seus mandatários com a finalidade de arrecadar recursos para o partido, para os políticos. E isso, é há trinta anos que se faz isso. O que me surpreende é quando vejo todos esses poderes, a imprensa, tudo, realmente, como se isso fosse surpresa”.

O espetáculo está apenas começando. Ideólogos perspicazes até explicam por que o supremo-ministro Edson Fachin, resolveu agir com a máxima e desejável transparência, evitando os suspeitos “segredinhos judiciais”, na divulgação das 78 delações da Odebrecht. O motivo apontado é simples: Fachin não quis se arriscar a sofrer um “acidente de avião” – tragédia ocorrida com Teori Zavascki. Por isso, Fachin deu uma de Donald Trump contra os terroristas do Estado Islâmico: lançou sua “MOAB” – simbolicamente um super armamento da “Odebrecht Defesa” – contra uma parte significativa da corrupta máquina estatal Capimunista Rentista do Brasil.

A “MOAB” (em hebraico: “que vem do Pai”) da Odebrecht ainda parece uma bombinha de São João perto do estrago ainda por acontecer. Ainda teremos, em breve, as “colaborações premiadas” de dirigentes de outras empreiteiras que agiam em cartel criminoso para usurpar o dinheiro público, em nome de “bons negócios”. As revelações da Andrade Gutierrez, Camargo Correa e OAS, dentre outras, podem ter efeito até mais destrutivo sobre os corruptos tupiniquins da “Nova República”. Além disso, os denunciados já disputam, de forma mortal, quem terá condição de ser um delator premiado mais eficiente para trair os outros comparsas alvejados e enquadrados em vários artigos do Código Penal. A guerra de todos contra todos está longe de terminar…

O mais grave é que o cinismo político e a corrupção sistêmica continuam operando hegemonicamente, apesar dos estragos pontuais causados pela Lava Jato. Efetivamente, os líderes dos 18 partidos apanhados em práticas corruptas já trabalham pela salvação da própria pele. A missão é quase impossível sob o ponto de vista ético e moral. Eles têm uma pequena esperança no jurídico – que demora a condenar… O “Setor de Operações Estruturadas” da Odebrecht entregou ao Ministério Público e à Justiça informações armazenadas pelo sofisticado software Drousys. No sistema que fazia a gestão da corrupção com aplicativos criptografados, estão as provas materiais sobre o crime de Caixa 2 – indefensável.

Mesmo sabendo da dificuldade (ou quase impossibilidade), os assassinos da Política já sinalizaram os golpes que tentarão dar: 1) aprovar, do jeito que der, as principais “reformas” propostas pela dupla “Temer-Meirelles”; 2) convocar uma “constituinte originária” para mudanças legais enganosas, que preservem, camufladamente, o status vigente de poder, principalmente pelo sistema financeiro; 3) Manter ou criar regras que emprestem “legalidade” ao uso do dinheiro que foi roubado aqui, levado para fora do Brasil, maquiado em “fundos abutres” ou outros “trusts” – grana que agora volta esquentada ou lavadinha nas repatriações ou pretensos “investimentos direitos estrangeiros” nas concessões, parcerias-públicas-privadas e privatizações comandadas pelos caciques do PMDB… Não é lindo?

O Crime Institucionalizado será reinventado rapidamente. A “bundamolice” e a falta de visão estratégica dos brasileiros podem ajudar… Ainda se perde muito tempo dando atenção a Luiz Inácio Lula da Silva. Ele apenas foi a mais eficiente marionete que ajudou a destruir o Brasil. É fundamental não insistir no erro de que ele é “o corrupto-mor” a ser eliminado. Não é… Lula é apenas uma peça descartável do “mecanismo”. A única saída segura é mudar a estrutura estatal. Não é fácil, porque, culturalmente, os brasileiros sofrem de uma doença: “dependência estatal crônica”.

Nas redes sociais – e em grupos organizados isolados – ocorrem debates para mudar e melhorar o Brasil. Tais idéias precisam ser divulgadas e debatidas amplamente, até que se transformem em um Projeto de Nação, sob base federalista, com voto distrital e votação eletrônica auditável por voto impresso e intensa fiscalização direta do eleitor, para começo de conversa…

Se, inocente e inutilmente, entrarmos no bate-boca personalista sobre quem pode ser o candidato a Presidente em 2018, continuaremos errando e perdendo o foco. Neste regime do Crime Institucionalizado – em processo de reinvenção -, pouco ou nada importa o nome em disputa. O verdadeiro inimigo do Brasil continuará dando as cartas e ditando as ordens aos “escravos” de um Estado corrupto, ladrão e assassino da brava gente brasileira – que ainda tem virtudes a serem aproveitadas, antes que o País entre em desintegração.

Os empresários, da forma mais dura possível (perdendo dinheiro ou a própria liberdade) perceberam que é preciso avançar em boas práticas de gestão e controle interno, agindo de acordo com a regra, a lei (compliance). Alguns, na marra, começam a entender que é imprescindível partir para uma verdadeira campanha de combate à corrupção, forçando a mudança do modelo estatal Capimunista.

Por enquanto, o Crime Institucionalizado é a MOAB que destrói o Brasil. Caso não fechemos a fábrica da bomba, seremos implodidos pela máquina e seu sistema… O Exército, que faz aniversário dia 19 de abril, deveria pensar como ajudar a sociedade brasileira nesta guerra contra o Crime. Seria uma justa e perfeita compensação pelo golpe de 1985 – que está custando muito caro aos brasileiros…

Odebrecht pega na veia…

Em vídeo que parece uma crítica ao papel da imprensa, Emílio Odebrecht, na verdade, faz uma crítica a atuação dos mais velhos no setor público que se omitiram acerca da corrupção…

Bronca rubro-negra
A Nação Rubro-Negra está pt da vida com a Odebrecht.
Nas planilhas de propinas pagas pelo “setor de Operações estruturadas” da transnacional baiana, o Partido dos Trabalhadores era conhecido pelo codinome de “Flamengo”…
Sacanagem com a gente, porque Lula torce por dois times: Corinthians e Vasco da Gama…

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