Abaixo o Imediatismo

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Uma missionária entre os índios marubos, no Norte do Brasil, veio falar certa vez em nossa igreja. Ela e sua família estavam trabalhando com a tradução da Bíblia para o idioma deles. Ao final, alguém perguntou se depois desses anos todos havia muitos convertidos. Ela respondeu com tristeza: — Nenhum!

O mausoléu Taj Mahal, uma das maravilhas arquitetônicas da Índia, levou anos para ser construído por 20.000 homens. O templo do rei Salomão demorou sete anos e meio para ficar pronto, contando com a mão de obra de 183.600 homens. A grande pirâmide do Egito foi construída durante 75 anos. A estátua da liberdade, no porto de Nova York, 20 anos. Parece que a lição é óbvia: qualquer que seja a construção — de um prédio ou de uma obra espiritual — qualidade demanda tempo.

William Carey trabalhou na Índia e teve que esperar sete longos anos até batizar o primeiro indiano. Adoniram Judson, na Birmânia, também só viu o primeiro convertido depois de sete anos de trabalho. Em 1889, S. E. Mills foi o primeiro missionário evangélico a chegar à República Dominicana. Autossustentado, trabalhou também sete anos para colher o primeiro fruto. Em 1807, o inglês Robert Morrison foi o primeiro missionário evangélico a pisar na China. Trabalhou 25 anos sem ver um decidido sequer. Em seu livro O Espírito Santo, Billy Graham diz que James R. Graham, Sr. foi missionário na China e que só viu o primeiro convertido depois de três anos de trabalho. Alguém perguntou a ele se isso não o desanimava, e ele respondeu: “Não. A batalha é do Senhor, e Ele a entregará em nossas mãos”.

A perspectiva do Espírito Santo é diferente da nossa, como ilustrou Tiago: “Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência…” (Tg 5.7). O autor de Eclesiastes, com a sabedoria recebida de cima, recomendava: “Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás” (Ec 11.1).

Pr. João Soares da Fonseca

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