Ajustando o foco

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“Herança guardada nos céus para vocês que, mediante a fé, são protegidos pelo poder de Deus até chegar a salvação prestes a ser revelada no último tempo. Nisso vocês exultam, ainda que agora, por um pouco de tempo, devam ser entristecidos por todo tipo de provação.” (1 Pedro 1.4-6)

Todos temos uma visão limitada da vida. Não vemos todos os riscos que corremos e tememos riscos que não existem. Sem a graça de Deus viveremos na dependência de nossa visão embaçada e facilmente nos enganaremos. Ao escrever sua carta, Pedro levou seus leitores a perceber ou lembrarem-se de verdades que poderiam orienta-los em meio aos entroncamentos da vida, como um farol que orienta os que navegam. No reino dos homens só andaremos seguros se nos orientarmos pelas verdades do Reino de Deus. Pedro chama a atenção para a “esperança viva” que depois trata como “herança”. Tanto uma quanto a outra são realidades que nos beneficiam e pelas quais precisamos esperar. Com o tempo elas chegam.

Pedro diz que esse tempo chegará com toda certeza e que, pela fé, somos protegidos por Deus até que chegue a salvação prometida. Ser parte desse plano bendito realizado pela grande misericórdia de Deus é razão de alegria e paz. Cientes da eternidade nos lembramos mais facilmente que toda tristeza e angústia passarão. Não há como não passarem. Elas são parte deste mundo, no qual tudo passa, e não do Reino de Deus, que é eterno. Por isso, diz Pedro, mesmo havendo ainda tristeza devido às provações a que estamos sujeitos, podemos exultar! Exultar é mais que alegrar-se! Se você tem uma cachorro como animal de estimação já o viu exultando algumas vezes! Exultar é sentir e expressar uma grande alegria. É fácil perceber alguém exultando perto de nós!

Quanto mais aprendemos a firmar o mente nas certezas do Evangelho, mais percebemos que as aflições deste tempo presente não podem ser comparadas com a glória que experimentaremos no futuro (Rm 8.18). E então exultaremos! Aprenderemos a “nos alegrar no Senhor” (Fl 4.4). Cada vez mais veremos melhor e julgaremos melhor as lutas desta vida. Teremos a sabedoria e a sensatez necessárias para não comprometer o que é eterno pelo que é temporal. Estaremos nos precavendo para não esquecer o que devemos lembrar e não carregar o peso de lembrar continuamente o que já deveríamos ter esquecido. Precisamos nos lembrar sempre de que a vida não é exatamente o que vemos. É precisamente, e muito mais, o que não vemos. Por isso, neste mundo de incertezas, é pela fé que se vive para se viver de verdade.

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