Cuidado com a cobra!

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A jornalista Miriam Leitão contou que, aos 19 anos, foi presa em Vitória, no dia 03-12-72, e levada para ser torturada no 38º Batalhão de Infantaria do Exército, em Vila Velha, na Grande Vitória. Conta que certo dia, um dos militares…

“voltou trazendo uma cobra grande, assustadora, que ele botou no chão da sala. …e antes que eu a visse direito, apagaram a luz, saíram e me deixaram ali, sozinha com a cobra. Eu não conseguia ver nada, estava tudo escuro, mas sabia que a cobra estava lá. A única coisa que lembrei naquele momento de pavor é que cobra é atraída pelo movimento. Então, fiquei estática, silenciosa, mal respirando, tremendo. Era dezembro, um verão quente em Vitória, mas eu tremia toda. Não era de frio. Era um tremor que vem de dentro. Ainda agora, quando falo nisso, o tremor volta. Tinha medo da cobra que não via, mas que era minha única companhia naquela sala sinistra”

(http://oglobo.globo.com/brasil/miriam–leitao-fala-sobre-tortura-que-sofreu –nua-gravida-de-1-mes-durante-ditadura–13663114#ixzz3HmGPGHeg – em 31-10-2014).

Houve uma outra ocasião em que uma mulher e uma cobra estiveram frente a frente. Foi no Jardim do Éden (Gn 3). A serpente, falando em nome das forças do inferno, persuadiu Eva a optar por um modo de vida em que Deus não era incluído. Eva escolheu desobedecer ao que Deus havia dito. Em seguida, convenceu o marido a fazer a mesma sinistra escolha. O resultado é esse caos em que a vida se tornou. Se no mundo físico, temos medo de cobra, mais ainda deveríamos temer a outra serpente, a do reino espiritual. Como alerta Paulo: “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com sua astúcia, também a vossa mente seja de alguma forma seduzida e se afaste da simplicidade e da pureza que há em Cristo” (2Co 11.3).

O melhor soro antiofídico para a alma é o sangue de Jesus. “Para isto o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo” (1Jo 3.8).

Pr. João Soares da Fonseca

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