Olha Para a Frente

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Eric Liddell, corredor nos Jogos Olímpicos de 1924 pela Inglaterra, ficou famoso como atleta, e como atleta de Cristo. Como atleta, ganhou medalha de ouro. Mas como atleta de Cristo recusou-se a dispu-tar uma prova eliminatória que seria realizada num domingo. Sendo um crente fiel, Liddell recusou-se a correr “no Dia do Senhor”. Não cedeu nem mesmo aos argumentos do Príncipe de Gales. Alguém de sua delegação, que já havia ganhado uma medalha, ofereceu a Liddell seu lugar em outra corrida. Era uma corrida que Liddell não havia disputado antes. Surpreendentemente, Liddell conquistou a medalha de ouro. Sua bela história tornou-se livro e mais tarde filme (“Carruagens de Fogo”).

Alguns anos depois, Liddell tornou-se missionário, na China, onde aliás nasceu. Por 20 anos permaneceu aí, trabalhando até mesmo num campo de prisioneiros dos japoneses. Ele morreu, de um tumor no cérebro, no campo de concentração em 21 de fevereiro de 1945.

Se Hebreus 11 fala de heróis, Hebreus 12 fala de atletas. No verso 1, o cenário é o de uma prova de atletismo: “multidão de testemunhas ao nosso redor”. É a torcida. Gente como Abel, Enoque, Noé, Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, Gideão, Baraque… A vida que viveram e o exemplo que deixaram nos empurram, nos estimulam a continuar correndo. É interessante que nessa galeria de heróis, ninguém é perfeito. Poderíamos recolher e registrar aqui um catálogo dos fracassos que muitos deles experimentaram.

Os atletas, portanto, não devem correr olhando para os companheiros. Quem está correndo não fica examinando nem criticando o tênis do corredor ao lado: “Olha, que pobreza, esse tênis furado…”. Nada disso. Nem fica preocupado se a camiseta do corredor ao lado está certa ou virada pelo avesso. Corre, de olhos fixos no alvo, no prêmio, na medalha. Jesus é o nosso alvo. Por ele, vale a pena suar a camisa. Sem ele, nada vale a pena!

Pr. João Soares da Fonseca

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