Canto à liberdade e Porque te amo por Clícia Siqueira

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Canto à liberdade

Eu canto à liberdade!

Não à liberdade
Que escraviza,
Que tira a alegria,
Que faz de mim um vingador,
Um escravizador…

Não à liberdade
Que me dá poder,
Que endurece o coração
E me faz exclamar:
“Sou eu o guardador do meu irmão?”

Não à liberdade
Que me faz fugir do amor,
Do viver consciente,
Do viver dependente
Que me faz viver de sonhos e ilusão
Num estado febril de excitação…

Não!

Eu canto à liberdade!
À liberdade
Que me foi dada por amor.
Para qual fui chamado,

Convocado.
Por ela não lutei,
Mas num momento solene,
Simplesmente, aceitei.
“Vinde a mim
Todos vós que estais cativos
E eu vos libertarei”.

“Bem aventurados os que
Têm fome de justiça,
Porque serão fartos”.

Eu canto à liberdade!

À liberdade
Que me faz servo de todos
E de todos, pelo amor,
Me faz irmão.

Clícia Siqueira, “50 anos depois”, pág 144

Porque te amo

– Por que te amo?
Gostaria de dizer-te,
Mas, francamente não sei.
Sei apenas que te amo:
Amo teu corpo, teu rosto,
Teus olhos e tua boca,
Teu cabelo, teu nariz;
Amo tua voz, teu perfil,
Tua maneira gentil.
Amo tua honestidade
E tua simplicidade,
Teus defeitos, por que não?
Amo tua integridade
E tua fidelidade
Aos princípios que abraçaste,
Ao Deus que te convocou
E te fez seu mensageiro
Do evangelho de amor.
Vês? Para o amor não há lei:
Amo-te todo – alma e corpo –
Porque te amo, não sei…

Clícia Siqueira, “50 anos depois”, pág 147

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