Dois Corações

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Passeio pelo blog da minha amiga Regina Rozembaum, há um bom tempo, leio o post “A Tequinologia do abraço, por um matuto mineiro”. Tive que comentar, e disse a ela: que coisa mais linda e mais verdadeira! Por que será que as coisas ditas da maneira mais simples e sincera são as mais verdadeiras? Cá para nós, as pessoas humildes são as que dizem as coisas mais sábias. Você iluminou minha tarde sem sol e aqueceu meu coração nesse dia tão frio.

Então peço licença a Regina para transcrever o texto, de autor desconhecido:

“O matuto falava tão calmamente, que parecia medir, analisar e meditar sobre cada palavra que dizia:
– É… das invenção dos homi, a que mais tem sintido é o abraço. O abraço num tem jeito di um só aproveitá!
Tudo quanto é gente, no abraço, participa uma beradinha….
Quandu ocê tá danado de sodade, o abraço de arguém ti alivia…
Quandu ocê tá cum muita reiva, vem um, te abraça e ocê fica até sem graça de continuá cum reiva…..
Si ocê tá feliz e abraça arguém, esse arguém pega um poquim da sua alegria…
Si arguém tá duente, quandu ocê abraça ele, ele começa a miorá, i ocê miora junto tamém…
Muita gente importante e letrado já tentô dá um jeito de sabê purquê qui é, qui o abraço tem tanta tequilonogia, mas ninguém inda discubriu…
Mas, iêu sei! Foi um ispirto bão de Deus qui mi contô….. iêu vô contá procêis u qui foi quel mi falô: O abraço é bão pur causa do Coração…
Quandu ocê abraça arguém, fais massarge no coração!…
i o coração do ôtro é massargiado tamém!
Mas num é só isso, não… Aqui tá a chave do maió segredo de tudo:
É qui, quandu nois abraça arguém, nóis fica cum dois coração no peito!…
INTONCE…
UM ABRAÇU PRÔ CÊ!”

Não é maravilhoso? “Quando nós abraçamos alguém, ficamos com dois corações no peito!” Você já havia pensado nisso?

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor

http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

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