Melhoria do ensino

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O grande defeito das cidades pequenas do interior são as bibliotecas.  O governo não dá verba para nada e os livros são muito caros. A primeira dificuldade é a falta de bons livros na escola e sem uma boa biblioteca é até impossível. Temos que incentivar muito os alunos a ler. Temos esta dificuldade até nas Faculdades. Infelizmente a televisão, roubou muito tempo das leituras, embora a TV tenha muita coisa importante, mas temos que obrigar e sugerir aos meninos que leiam. Muitas obras passadas na televisão, como Graciliano Ramos, aguçaram a vontade deles lerem seus livros. Agora está mais fácil de adquirir pelo correio ou pela internet o que desejamos. É muito comum as bibliotecas possuírem as coleções completas de Machado de Assis e outros escritores antigos. Do modernismo para frente, são raras as obras e as bibliotecas se tornaram completamente carentes. A respeito de escritores muito jovens como Marcelo de Paiva e Eliane Maciel, fizeram muito sucesso  e tornou-se modismo, sendo citados pelas jovens debutantes da época, como fora “O pequeno Príncipe” na década  passada.É lógico que os jovens de hoje não vão ler Machado de Assis como a gente lê. O Marcelo deixa uma mensagem muito grande, independente do problema de perder o pai daquele modo e se tornar depois de seu acidente da piscina um paraplégico, não era um jovem revoltado. Este linguajar de jovem para jovem, talvez seja a razão de tanto sucesso. Quanto a Eliane Maciel, também deixou em sua obra uma grande mensagem de otimismo. Aliás, estes depoimentos, tanto de jovens quanto os de mais maduros, por exemplo, daqueles que voltaram do exílio, contaram o que sofreram o que passaram e como reagiram a todos os acontecimentos, longe de sua pátrias.

Estes livros de depoimentos,  ou sejam livros de memória, são importantes para despertar no jovem a leitura. Mulheres na literatura Brasileira está agora surgindo o nome de várias escritoras mineiras como Adélia Prado em Divinópolis, já fiz uma entrevista com ele  e fiquei muito impressionada. Depois eu senti que ela estava se repetindo muito. A sua força está  mesmo nos seus dois primeiros livros. Tem a Cora Coralina, que é fantástica. Cecília Meireles, Raquel de Queirós, Clarice Lispector, que muito abalizada pelos franceses, Gilca N. Machado que era carioca. Havia uma poetisa que dizem que nasceu em Manhuaçu e foi das primeiras feministas. O nome dela não me lembro, o sobrenome era Lacerda de Moura (Viveu no principio do século).

Extraído do Livro Fragmentos da História pela escritora Ivonne Ribeiro de Almeida

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