Campeonato Mineiro de Futebol

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Por Petrônio Souza Gonçalves
Seu Gradin era um amante do futebol, vivia para ele. Com a dedicação que só os amadores têm, montava time, comprava bolas, jogos de camisa e fazia mais agitada a vida no bairro do Bom Retiro Leste, na industrial Ipatinga, em Minas Gerais. Um dia, apareceu um menino franzino durante o treino. Fez gols, driblou, chutou e enfeitiçou seu Gradin. O velho técnico ficou louco. Aumentou os treinos semanais só para ver as jogadas geniais do menino. Acertou, em uma só tacada, três jogos amistosos, querendo levar a todos os cantos da cidade sua grande novidade, o centroavante Eduardo. No primeiro jogo o menino já entrou como titular absoluto do time, era uma grande sensação, um novo Rei. Seu Gradin, à beira do gramado ficou tranqüilo, aguardando o menino desencantar e encantar a todos em campo. Acabou o primeiro tempo e nada. No vestiário, seu Grandin chegou com uma garrafa de coca-cola gelada para o menino e falou: – Tá estranhando o jogo né Duardo, mas liga não, daqui a pouco você acostuma e acaba logo com essa partidinha sem vergonha aí! Deu o final da partida e nada, o craque de seu Gradin foi um clandestino em campo, amargando a derrota por 3X0.

Para corrigir a situação, seu Gradin marcou um treino para o final da tarde do dia seguinte. Nos dez primeiros minutos, o garoto Eduardo já havia feito dois gols, para alegria geral de seu Gradin, que acabou com o treino mais cedo e mais apaixonado ainda pelo garoto. No segundo jogo, seu Gradin colocou a turma em campo e ficou sentado à beira do gramado, assistindo seu time perder de 4X0 sem nenhuma grande jogada de Eduardo. Ao final da partida, seu Gradin ficou por horas conversando com o menino. No dia seguinte, novo treino e novo desfile de Eduardo, com direito até a gol de bicicleta. O amor de seu Gradin pelo menino estava renascido. No final de semana, a terceira partida e a certeza da superação do menino. Seu Gradin começou o jogo nervoso e diante da inércia e ineficiência de Eduardo, xingava a todos, de todos os nomes. Foi mais um vexame, para a terceira humilhante derrota de seu dream team, por 3X0. Ao final da partida, com a simplicidade dos que vêem a alma humana, seu Gradin chamou o craque Eduardo a um canto e com uma fala serena, filosofou. – Duardo, meu filho, bom de bola até que você é, é o melhor que já passou por aqui. Mas o seu probrema é que você é um complexionado!

Taí, o Renan Oliveira é o Duardo do Galo, um complexionado!

História

A arbitragem em Minas se tornou isso, uma ladra da história alheia, um escárnio que conta com a complacência de muitos, que vez por outra se beneficiam dela. Sempre foi assim, esse teatro barato para tudo ficar como sempre esteve. Covarde, adora roubar dos fracos. Agora, roubou do Ipatinga a chance de fazer história, de vencer o time do Cruzeiro por mais de 10 a zero, em pleno Mineirão.

Cruzeiro

O Ipatinga é um pedaço do Cruzeiro, uma extensão, quase um filho bastardo. O time do Ipatinga é o único caso no mundo em que o filho bate no pai e todo mundo gosta.

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