A única categoria que não há desigualdade salarial é a da política

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O salário do professore deveria ser igual ao do vereador

 Por Devair G. Oliveira
            Estamos vivendo um momento eleitoral onde o povo pode mudar bastante o rumo dos executivos e do legislativo, e com certeza vai mudar em muitos municípios, mas infelizmente ainda será insuficiente para a igualdade que desejamos. Temos municípios pequenos com salários absurdos dos prefeitos e dos vereadores.
            Nossas desigualdades são históricas é uma desigualdade estrutural que vem de séculos. O país teve quase 400 anos de escravidão, governos voltados à extração, não se investia em educação, tanto que nossas universidades foram praticamente as últimas a serem criadas na América Latina. Isso tudo explica as desigualdades que temos atualmente e vamos ter por um bom tempo.
            Nosso sistema tributário é muito benevolente com os mais ricos. Todas as leis tributárias, ao longo do tempo, foram feitas no sentido de manter privilégios para quem já está no topo. A Constituição Federal de 1988 foi o primeiro passo na história do país no sentido de redução da desigualdade. Nós só não temos um panorama melhor, porque começamos recentemente o processo de inclusão.
            É logico que esta disparidade afeta muito mais os pobres O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo, ocupando a 10ª posição no Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) da Organização das Nações Unidas. E isso se manifesta das mais diversas formas, porém a desigualdade na distribuição de renda é estarrecedora. Para se ter uma ideia, os 5% mais ricos do país recebem, por mês, o mesmo que os demais 95% dos mais pobres juntos. Buscando entender esse desequilíbrio social, veja o que disse Rafael Georges, coordenador de campanhas da Oxfam Brasil, organização sem fins lucrativos que faz parte de um movimento global contra a pobreza, a desigualdade e a injustiça.
             “Ele sabe que existe uma desigualdade, mas talvez não consiga calcular o tamanho real. Nós fizemos uma pesquisa com o Datafolha e concluímos que 9 em cada 10 brasileiros entendem que o país é desigual. Quando perguntamos o quanto eles imaginam que seria necessário ganhar para fazer parte do topo da pirâmide dos 10% mais ricos, todos falam uma quantia muito mais alta do que a real. Eles se surpreendem quando ficam sabendo que o valor fica ente R$ 3 e R$ 5 mil”. Explica Rafael Georges.
            A meu ver falta seriedade, eficiência e progressividade na área social. O Brasil tem dinheiro suficiente em caixa e o que precisa ser feito é melhorar a gestão, com o aumento da transparência e fazer chegar primeiro em quem mais precisa, felizmente vimos na pandemia à eficiência do Presidente Bolsonaro que tomou providencia efetivando o auxilio emergencial que salvou o Brasil da falência total, sabemos que o presidente não pode tudo.
            Há uma discrepância de salários de um estado para outro, no caso de professores e policiais, isso fazendo o mesmo serviço e mesma carga horária, segundo os especialistas isso, reflete diretamente na qualidade do serviço prestado e na relação entre as próprias instituições. A maior discrepância existe entre os professores estaduais.

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