Companheiro da Saudade

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Poeta Júnio Liberato 

Poeta Júnio Liberato 

Companheiro da Saudade

Aqui bem dentro do meu peito
Vive uma saudade cruel
Que ocupou todo espaço vazio
Como um dedo que preenche o anel
Fez de morada meu coração
Sem me dar em troca um tostão
Nem sequer me pagar o aluguel.Eu não sei bem como aconteceu
Suas origens, nem de onde ela veio
Só sei que antes do despertador tocar
Todo dia, na mesma hora bem cedo
Ela chega pra me fazer companhia
E sinto aquela leve contraída
Bem aqui no lado esquerdo.

Não segue uma agenda específica
Chega atrevida, não marca hora
As vezes é tamanha é sua intensidade
Que quando dentro do peito aflora
Pode rapidamente ser notada
Na forma líquida de uma lágrima
Num olhar e num rosto triste que chora.

É quase impossível crer que um alguém
Não tenha alguma vez na vida omitido a verdade
Quando forçou um sorriso falso no rosto
Tentando mostrar que sentia felicidade.
Pois não há sobre a terra nem um sequer
Seja ele homem, seja uma mulher
Que nunca tenha sentido saudade.

 
 

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