Crescimento industrial não pressiona inflação

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Segundo o economista chefe da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, o crescimento da atividade industrial no primeiro mês de 2011 não é preocupante e não gera pressões inflacionárias. Para ele, o problema ocorreria caso a indústria demonstrasse incapacidade para aumentar a produção. “Longe de dizer que [a indústria] está com o uso da capacidade exaurida. Os preços industriais têm tido comportamento favorável. A origem das pressões inflacionárias recentes estão nos preços internacionais ou no setor de serviços e não no setor industrial”, esclareceu Castelo Branco na primeira divulgação formal do setor em 2011.

Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (14), a atividade industrial começou o ano de 2011 crescendo. Apenas o faturamento registrou resultado negativo. No entanto, o nível de crescimento não conseguiu fazer com  que o setor atingisse os índices pré-crise econômica internacional, em 2008. “Esse ritmo de crescimento é bastante menor ao observado nos últimos meses de 2010”, disse o economista.

No caso da queda de 1,3% observada no faturamento industrial em janeiro frente ao mês anterior, o resultado foi considerado normal para o período. “Os resultados negativos em janeiro são usuais para o mês quando comparados a dezembro do ano anterior. [A indústria] Sai de um mês que é de aquecimento de fim de ano e entra nos primeiros meses [do ano seguinte] que são mais moderados”, explicou.

Para 2011, a CNI estima crescimento menor para o setor industrial este ano em relação ao desempenho do ano passado. “O ambiente de crescimento apresentado em 2010 não deve dominar este ano. Os números a partir do segundo semestre devem ser menores”, analisou Castelo Branco.

Ag:Brasil

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