Criminalizar a juventude é condenar nosso futuro

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A violência tem sido objeto de muitas discussões em todos os meios, mas, será que os especialistas, os pais e mães tem dado o real valor ao que concerne a questão. Será que nós não estamos criminalizando nossa juventude? Penso que deveríamos fazer um exame introspectivo olhando para a questão de nossas crianças e adolescentes nas suas histórias e nos seus conhecimentos.

Normalmente para os pais as crianças nunca crescem. Os adultos acostumaram chamá-los de meninos e meninas e não prestam muita atenção nos conhecimentos adquiridos pelos filhos e de certa maneira julgam imaturos e irresponsáveis. Na realidade muitas famílias impedem o aprendizado e aperfeiçoamento dos filhos no dia a dia, é comum encontrar garotos e garotas de 15 anos que nunca entraram em um ônibus sozinhos, ou tão pouco tem a liberdade para desenvolver certos trabalhos para poder aprender.

Quanto maior for o poder aquisitivo das famílias maiores são as reprimendas dos pais nos filhos, não podemos manter nossos filhos nos padrões em que fomos criados os tempos são outros, precisamos ouvi-los, dar credibilidade e voz, a consequência de uma falta de credibilidade para a juventude torna a liberdade que é um dom, em um grande fardo, e assim condenamos nossas expectativas futuras.

Não podemos condicionar a liberdade aos nossos interesses e nem escravizar com base em uma cultura consumista, enquadrado em padrões de beleza, comportamental e, ainda mais, em um padrão cultural, onde ser diferente não é normal.

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