Mandela um homem que marcou seu tempo

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A história está cheia de homens e mulheres que se destacaram através de descobertas, invenções, lições de vida e generosidades. Desde que o mundo é mundo existem seres dotados de sabedoria que parecem ter sido escalados para atuar em determinadas comunidades. A história registra fatos marcantes de homens e mulheres que em seu tempo fez o que aos nossos olhos seria impossível. Para quem conhece as histórias registradas nos 66 livros Bíblicos, com certeza verá uma grande semelhança com alguns personagens de ontem e de hoje. Os fatos históricos são placas indicativas para como ser o caminhar dos homens. Nelson Mandela tirou a África do Sul das algemas do regime de segregação racial, conhecido como apartheid, para uma democracia multirracial, se tornou um ícone da paz e da reconciliação que veio para personificar a luta pela justiça em todo o mundo.

Acredito que a força que moveu Abraão, Isaque, Moisés, José, é a mesma que continuou movendo homens e mulheres de séculos passados e continua no presente. Estes testemunhos acompanham a história que de tempo em tempo a humanidade fica marcada por estes seres iluminados como Nelson Mandela. O mundo inteiro conheceu sua luta, sua vida e sua vitória, ele veio ensinar não só o povo da África do Sul, mas de todos os povos, e é por isso que desde sua morte o mundo inteiro está solidarizando com os sul-africanos.

Johanesburgo, 5 dez de 2013.- Nelson Mandela, o primeiro presidente negro da África do Sul e que morreu nesta quinta-feira aos 95 anos, foi artífice de um bom número de declarações que se transformaram em símbolo de tenacidade e de luta pela liberdade, pelos direitos humanos e pela igualdade racial. Ele deixou frases que servirão de lâmpadas para iluminar caminhos:

1. “Lutei contra a dominação branca e contra a dominação negra. Defendi o ideal de uma sociedade democrática e livre, na qual todas as pessoas vivem juntas em harmonia e oportunidades iguais. É um ideal para o qual espero viver e conseguir realizar. Mas, se for preciso, é um ideal para o qual estou disposto a morrer”. (Depoimento no Julgamento de Rivonia, 20 de abril de 1964).

2. “Só os homens livres podem negociar (…). Sua liberdade e a minha não podem ser separadas”. (Declarações de Mandela após 21 anos na prisão ao renunciar à oferta de libertação do então presidente, Pieter W. Botha, em fevereiro de 1985).

3. “Ninguém nasce odiando o outro pela cor de sua pele, ou por sua origem, ou sua religião. Para odiar as pessoas precisam aprender, e se elas aprendem a odiar, podem ser ensinadas a amar”. (Da autobiografia “O longo caminho para a liberdade”, 1994).

Mandela é um dos personagens mais citados da história recente, embora estivesse proibido de pronunciar seu nome durante os 27 anos em que ficou na prisão (1962-1990) por enfrentar o apartheid, o regime de segregação racial da minoria branca sul-africana.

Ele marcou a humanidade com sua força, sua liderança, foi um ótimo orador e deu testemunho de vida, nada do que ele pedia aos outros ele não podia fazer. Na prisão trabalhou duro e aconselhou seus colegas de cárceres que fizesse o mesmo, usou sua inteligência para trabalhar continuamente sem se desgastar demais, exatamente deslumbrando à frente a sua liberdade e a liderança que dependia o seu país. Suas palavras marcaram todos e ficarão para as futuras gerações. Tudo em sua vida teve um sentido especial, suas entrevistas e até seus depoimentos perante os tribunais do apartheid; discursos políticos após sua libertação em 1990, suas anotações diárias, e de sua autobiografia “O longo caminho para a liberdade”.

Mandela foi feliz em suas palavras, de fato um homem morrer aos 95 anos com o dever cumprido, tem mais para festejar do que se lamentar. Para Deus, contudo, a morte dos Seus santos é preciosa aos Seus olhos, pois os liberta do peso dos seus pecados, os alivia das suas dores, os transporta deste “vale de lágrimas” para junto da Sua Pessoa bendita.

É uma bênção termos consciência que até a nossa morte, tempo e circunstâncias da mesma, estão nas mãos e são do conhecimento do nosso Deus, e que, por isso, nós Lhe pertencemos mesmo para além da nossa morte física.

“A morte é algo inevitável. Quando um homem fez tudo o que considera seu dever em relação ao seu povo e ao seu país, ele pode descansar em paz. Eu acredito que fiz esse esforço. E é por isso que eu vou dormir por toda a eternidade”. (Trecho de uma entrevista para o documentário “Mandela”, 1994). EFE

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