Protestos pelo impeachment de Dilma

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A trombeta da insatisfação ecoa por todo o país. Dessa vez, entretanto, ela toca em uníssono. No último domingo (16), o povo foi às ruas uma vez mais para protestar. Diferentemente de manifestações anteriores, em que se notava pluralismo político, esta mobilização teve um posicionamento claro: o impeachment da presidente da República. Cada vez mais, o cerco se fecha contra Dilma Rousseff.

As investigações da Lava Jato, somadas à força da oposição no país, dificultam a situação do atual governo. Politicamente, Dilma já está condenada. Nada pode fazer contra um Congresso Nacional que reza em cartilhas adversárias. Sem guarida política, a situação parece insustentável, a exemplo do que reflete a última pesquisa Datafolha, do jornal Folha de S. Paulo. De acordo com o levantamento, a desaprovação da petista chega a 71%, a maior já registrada durante o período democrático.

O Brasil vivencia realidade tempestuosa, que não prevê melhora em curto prazo. Que o diga o trabalhador, vítima do retorno de uma inflação cruel e alvejado pela lama da corrupção. Ademais, faço o seguinte questionamento: mudar de comandante seria a solução? Michel Temer e seu PMDB – um partido que não sabe onde está a sua devoção – faria um trabalho melhor? Não há Itamar dessa vez. Há quem defenda a volta do regime militar. Outros pregam a realização de nova eleição, caso o Tribunal de Contas da União não aprove as contas do governo. O país é uma roleta-russa: tudo pode acontecer.

No domingo, as pessoas foram às ruas para manter uma posição, mostrar seu desconforto. A tão sonhada República Brasileira mereceu sonhos mais promissores quando em sua concepção. Há tantos problemas diferentes, tantos dramas por serem corrigidos. O que falta são gestores capazes de curar a realidade do país. A classe política atiça o povo perigosamente com suas decisões impertinentes.

Os protestos pelo Brasil foram pacíficos. Ganhou o debate de ideias, a liberdade de expressão. Perdeu o PT, que, em minha opinião, está no limiar do impeachment. Não vejo Dilma como uma pessoa ruim. Penso na presidente como uma pessoa ingênua e despreparada para o cargo. Creio que a falta de experiência em gestão pública foi decisiva para a crise. Aguardemos os próximos capítulos. Com tanto em jogo, que o povo continue vigilante. É chegado o momento de todo cidadão ser um patriota.

Gabriel Bocorny Guidotti Bacharel em Direito e estudante de Jornalismo – Porto Alegre – RS

Fale com a redação [email protected] – (33)3331-8409

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