Ex-sargento e ex-soldado do Exército são pegos com 230 kg de cocaína em MS

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Ex-militares usaram uma viatura militar e a farda para tentar escapar de revistas e foram condenados a quatro anos de prisão em regime semiaberto

O site Campo Grande News informou na última quarta-feira, 3 de janeiro, que dois ex-militares do Exército foram condenados por tráfico de drogas em Campo Grande. Eles foram flagrados com 230 kg de cocaína em uma caminhonete do 17º Batalhão de Fronteira, de Corumbá, em agosto de 2022. O ex-sargento Giovani Vinícius da Silva e o ex-soldado Felipe dos Santos Neves recorreram da sentença de quatro anos de prisão em regime semiaberto e aguardam o julgamento do Superior Tribunal Militar.

A apreensão ocorreu após uma denúncia do Setor de Inteligência do Exército, que suspeitou de um veículo vindo do 17º Batalhão na BR-262. A Polícia do Exército abordou a caminhonete e escoltou os militares até o Comando Militar do Oeste, onde o então 3º sargento confessou que havia droga na carroceria. Os cães farejadores confirmaram a presença de 214 tabletes de cocaína em três caixas e três sacolas.

O Ministério Público Militar (MPM) acusou os ex-militares de se valerem de suas funções, da viatura militar e da farda para evitar revistas e realizar o transporte ilegal. Segundo a denúncia, Silva receberia R$ 75 mil pelo serviço, que seria usado para pagar um advogado em uma ação contra o padrasto de sua filha. Ele também afirmou que não sabia o destino da droga, que seria informado ao chegar em Campo Grande.

Neves, por sua vez, alegou que não sabia do conteúdo do carregamento e que apenas obedeceu a uma ordem do ex-sargento para desviar a viatura antes da missão. O MPM, no entanto, sustentou que havia uma relação de confiança entre os militares e que Neves provavelmente estava ciente da irregularidade.

Os ex-militares foram presos em flagrante e tiveram a prisão preventiva decretada, mas foram soltos e respondem à ação penal em liberdade. Eles foram condenados em julho de 2023 pelo juízo de primeiro grau e recorreram ao Superior Tribunal Militar, que deve julgar o caso após o recesso.
Fonte: Campo Grande News – por Sérvulo Pimentel Revista Sociedade Militar

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