Praças das três Forças Armadas estão indignado com o PL 1645

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Câmara instala comissão especial que analisará reforma da Previdência de militares

Deputado José Priante (MDB-PA) foi eleito presidente e Vinícius Carvalho (PRB-SP) oficializado como relator. Expectativa do governo é de economia acima de R$ 10 bilhões em 10 anos.

A comissão especial da Câmara dos deputados destinada a analisar o Projeto de Lei que reestrutura a carreira e o sistema de Previdência dos militares das Forças Armadas foi instalada nesta quarta-feira (14). A instalação é a etapa formal que permite o funcionamento da comissão.

Entre outras mudanças, a reforma da previdência dos militares aumenta o tempo de serviço dos oficiais da ativa e também a alíquota de contribuição da categoria. A proposta foi entregue ao Congresso pelo governo federal no fim de março.

O deputado José Priante (MDB-PA) foi eleito presidente da comissão. Vinícius Carvalho (PRB-SP) ficou como relator da proposta. Caberá a ele apresentar, ao final dos trabalhos, um parecer que pode concluir pela aprovação do texto original ou por uma proposta com mudanças. O vice-presidente será eleito em nova sessão do colegiado.

‘Tratamento diferente’

 

 

A instalação foi marcada por manifestações de deputados oriundos das Forças Armadas em defesa da proposta.

“Não nos consideramos nem melhores nem piores do que os civis, mas somos obviamente diferentes. Por isso, temos de ter tratamento diferente”, afirmou o deputado Capitão Augusto (PL-SP).

“O militar está apto a ir para guerra e o nosso policial vai para a guerra todos os dias. E quando alguém vai para a guerra, como o militar vai para a guerra, ele precisa de uma proteção, uma proteção para a sua família, porque ele sabe que ele pode morrer a qualquer momento e ele precisa deixar protegido toda a sua família, porque senão ele não vai ter o mesmo afinco no combate”, afirmou o Capitão Alberto Neto (PRB-AM).

A comissão tem 34 integrantes titulares e o mesmo número de suplentes. Caso o texto seja aprovado pela maioria, pode seguir direto para o Senado, sem análise do plenário, porque a comissão tem caráter terminativo.

Segundo militares que se uniram em todo o país, através do Whatsapp a proposta só beneficia os generais e acaba com a paridade dos inativos.

4 COMENTÁRIOS

  1. Absurdo o fim da paridade entre os da ativa e os da reservas, direito adquirido que estão querendo nos ferrar, novamente, desde 2001.
    Os da ativa de hoje, são os da reserva, amanhã.
    Vão saber o que é curtir doenças degenerativas e pessima qualidade de vida depois de terem dedicado suas vidas em prol da Pátria, ao longo de sua vida.
    Absurdo, tbm constar no nosso contra-cheque um auxílio de R$0,16 por dependente.
    Absurdo também é o Sgt QE não tem mais a promoção ao ir para a reserva.
    Serão prejudicados justamente pessoal que participaram da Guerrilha do Araguaia, em defesa da Pátria.
    Esse é o meu comentário, para ser apreciado pelos representantes dos Militares Praças.

  2. Mais uma vez estamos sendo prejudicados por esses generais que esqueceram da tropa ao invés de defende-la o prejudicam sem um minimo de respeito a família militar.

  3. VOTEI NO PRESIDENTE BOLSONARO.SO MILITAR DA MARINHA,E ESPERO QUE NÓS MILITARES DAS FORÇAS ARMADAS TEREMOS UM RECONHECIMENTO POR PARTE DAQUELES QUE VÃO ANALISAR A PROPOSTA.SEM REDUZIR NOSSO DIREITOS.AS NOSSAS PERDAS JÁ SÃO MUITAS. SALÁRIOS DEVASSADOS.NOSSO TRABALHO É 24 HORAS E NÃO PODEMOS RECUSAR ONDE A MISSÃO NOS MANDAR SERVIR OU ATUAR.ESPERAMOS QUE V.exs,ATENTE PARA NOSSAS PERDAS QUE NO PASSADO FORAM TIRADAS DOS MILITARES.AGUARDEMOS A COMPREENSÃO DOS SENHORES DEPUTADOS POR NOSSA CAUSA.

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