Seca pesará mais do que efeitos da geada na produção de café em 2022

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As condições climáticas e os impactos para a safa de café em 2022 foram os temas centrais da 3ª edição do Fórum Café e Clima da Cooxupé, realizado virtualmente na semana passou. Entre os cenários traçados pelos especialistas convidados está o impacto da crise hídrica. A seca deve pesar mais na produção de café para o próximo ano do que as geadas. “O café não tolera tantos períodos de seca severa, como o que vivemos. Portanto, haverá perdas”, disse o professor José Donizeti Alves, da Universidade Federal de Lavras (Ufla), um dos palestrantes do evento. (Jornal da Mantiqueira – Poços de Caldas)

Com a seca e o calor, a florada do cafeeiro será prejudicada e a colheita da cana-de-açúcar será tardia, o que afetará a produtividade das lavouras

Segundo previsões, só haverá chuva no Sudeste após o dia 25 de outubro. Até lá, os produtores de café e cana-de-açúcar da região sofrerão com a seca e o calor. O grande vilão é a alta pressão atmosférica que retém a chuva na Costa do Brasil.

As chuvas tardias afetarão a colheita de cana, que será adiada. Quanto ao café, a seca prejudicará as floradas do cafeeiro, o que certamente reduzirá a produtividade da lavoura e o desenvolvimento dos grãos. Portanto, é preciso ficar atento!

O Commodity Weather Group (CWG) alerta que se a umidade na região Amazônica não colaborar com o clima (permitindo que as frentes frias sigam para o Sudeste), a região sofrerá com a seca e a alta temperatura por mais tempo.

Já a Somar Meteorologia acredita em maiores chances de chuva como resultado da frente fria, vinda do Sul do país, em direção às regiões produtoras de cana e café do Sudeste.  

Quanto ao Climatempo, um dos principais centros meteorológicos do país, uma frente fria passará no Sudeste, mas com a alta pressão, as chuvas ficarão limitadas à região costeira.

Nos últimos dias, o Inmet – Instituto Nacional de Meteorologia alertou o principal produtor de café (Minas Gerais) e o maior produtor de cana (São Paulo) do país sobre a alta temperatura e a baixa umidade até a última semana de outubro.

Por Andréa Oliveira.

 

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