UMA SEMANA FELIZ, APESAR DE TUDO

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  Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor.

          Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras. Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, que completa 41 anos em 2021. Http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Dezembro chegou e o Natal está aí. Apesar da pandemia, que está aí com mais uma vaga (ou onda), a decoração natalina está linda aqui em Lisboa. No final de semana, apesar da subnotificação, tivemos 5.649 novos casos em Portugal e 22 mortes. Para um padrão de menos de dez mortes por dia, com dias sem nenhuma morte e outros com um, duas, é um número muito alto. E a nova variante, a Ômicron, já está com mais de vinte casos na terrinha. No Brasil, os números já não são mais tão baixos como estavam há pouco tempo: na última sexta, dia 3 de dezembro, houve 229 mortes e 10.464 novos casos de covid.

Mas não quero me deter  nas más notícias, pois esta semana, apesar de tudo, foi uma semana feliz, uma ótima semana neste mês de Natal. Estamos aqui em Lisboa para ficar perto do neto, Rio, e estamos quase todo dia na casa dele, quando não trazemos ele para a nossa casa. Então, na quinta, fomos  jantar na casa do Rio e, depois do jantar, fomos todos montar o quê, o quê? A árvore de Natal, claro. Mamãe deu banho no Rio e ele vestiu roupa de duende e fomos todos para a saleta que dá para a varanda. A árvore já estava lá e mamãe Dani pegou as caixas com enfeites e abriu-as e Rio ficou maravilhado com tantos enfeites diferentes e coloridos. Foi uma festa inesquecível o Rio escolhendo as coisas para pendurar na árvore e colocando, ele mesmo, alguns. Ele pulava de tão feliz. Sabem a imagem da felicidade? Era isso, exatamente isso. Fiz um filme, mas ficou muito longo, mais de dez minutos, então não pude mandar para a família e amigos no Whats. Vou tentar editar para enviar alguns trechos, pois ficou muito bom. É uma lembrança que não dá pra não ter.

Na sexta fomos levar o neto na parquinho do Eduardo Sétimo, que ele adora ir lá, pois tem brinquedos mais “ousados”, como uma tirolesa que eu tenho que segurar ele e sair correndo na velocidade que aquilo vai e ele adora, apesar de ser para crianças mais velhas. O Eduardo Sétimo está cheio de barracas e pista de patins e outras atividades, virado num parque de Natal, a Wonderland.  Lembra a Feira do Livro, todo ocupado e cheio de gente. E tem uma imensa roda gigante. Passamos por ela e Rio ficou encantado, acho que vamos ter que voltar para ele andar nela. Não entramos na área das barracas porque é preciso ter teste de covid ou certificado de vacinação. Precisamos obter nosso certificado europeu. Mas fizemos o teste de covid, porque ainda estávamos voltando do parque quando Daniela mandou mensagem no Whats dizendo que tínhamos bilhetes para o concerto de André Rieu à noite. Imenso presente de Natal. A Altice Arena, aqui em Lisboa, que comporta mais de doze mil pessoas, se não me engano, estava lotada e, apesar do mar de gente que estava ao redor do domo onde fica a Arena, quando chegamos, foi tudo muito organizado e num instante estávamos sentados num excelente lugar, perto do palco. Foi soberbo. Ao vivo é uma coisa totalmente diferente do que ver um vídeo. Depois de duas horas de concerto, André Rieu tentou encerrar, mas não conseguia, ainda ficou quase meia hora apresentando mais números. Foi magnífico. Um tributo à música. Orquestra fabulosa, cantores espetaculares. Inesquecível.

Então a semana foi uma beleza, apesar da nova variante. Feliz Natal para todos.

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