Covid-19: imprensa britânica atribui cura do príncipe Charles à homeopatia

346

Pesquisa brasileira demonstra que diferentes medicamentos homeopáticos geram mudanças no comportamento de células-tronco. Literatura mostra o uso da terapia em epidemias e pandemias históricas

A mídia mundial atribuiu à homeopatia a recuperação do príncipe Charles, do Reino Unido, que foi acometido em março pelo coronavírus. Com 71 anos, o filho mais velho da rainha Elizabeth II não é o único da família real que faz uso da homeopatia – boa parte do reinado britânico, desde o rei George VI (1895-1952), é adepta à terapia.

“No caso da pandemia da Covid-19, homeopatas de todo o mundo têm observado a repetição de vários sintomas, aos quais sugerem alguns medicamentos homeopáticos, envolvendo a prevenção e o tratamento”, diz a pesquisadora Marli Cristina Pereira, do Mestrado Profissional em Biotecnologia Industrial da Universidade Positivo (UP). Segundo ela, há registros científicos do uso da homeopatia em doenças como a Escarlatina (1799-1820), cólera asiática (1831-1849), difteria (Nova Iorque, 1862), gripe espanhola (1918), dengue (Brasil, 2008-2012) e H1N1 (Brasil, 2009).

A pesquisadora esclarece de que não há apenas um único medicamento homeopático para a Covid-19, “porque a homeopatia segue um caminho um pouco diferente da alopatia, ou medicina tradicional. A maneira como ocorreu o desenvolvimento da doença no organismo, informação obtida na avaliação inicial do paciente, passa a ser muito importante e a influenciar a prescrição homeopática. Assim, um mesmo problema pode ter vários tratamentos, ou seja, é possível que em alguns casos, sintomas idênticos possam resultar na prescrição de medicamentos homeopáticos diferentes”, explica.

Além disto, Marli Cristina também ressalta que, dependendo da gravidade da doença, o uso da homeopatia pode não evitar sua evolução. “Sabemos que a Covid-19 se apresenta assintomática ou evolui para um estágio tão grave que exige intubação. Nesses casos, assim como em outras doenças graves, a homeopatia também pretende contribuir minimizando o sofrimento emocional e físico”, afirma. Sobre o tempo de resposta do organismo ao tratamento, a mestranda explica que “depende da gravidade da doença e da suscetibilidade da pessoa”.

A homeopatia é reconhecida e regulamentada como uma especialidade médica, odontológica, veterinária e farmacêutica, podendo ser prescrita apenas por profissionais destas áreas, para as diversas situações específicas dentro das áreas de atuação de cada um.

Comprovações científicas

A escassez de comprovações científicas sobre os efeitos das formulações homeopáticas na saúde, tanto no ser humano quanto em animais, é argumento tanto para quem questiona a homeopatia quanto para quem a defende. O estudo de Marli Cristina Pereira teve início em 2018, no Mestrado Profissional em Biotecnologia Industrial da Universidade Positivo (UP), e se propôs a avaliar o comportamento das células-tronco frente a diferentes medicamentos e dosagens homeopáticos. Os resultados demonstraram que, de acordo com o tipo e dosagem, a medicação homeopática pode ser citotóxica (tóxica para a célula) ou, ao contrário, pode até estimular a proliferação celular.

A pesquisa culminou com a defesa da Dissertação “Avaliação da influência de medicamentos homeopáticos com tropismo ósseo sobre células-tronco mesenquimais da polpa de dente decíduo”, em fevereiro deste ano. Orientado pelo professor Dr. João César Zielak, o trabalho foi realizado no Centro de Processamento Celular da Curityba Biotech, localizado dentro da UP que, além de pesquisas, também faz armazenamento de células-tronco de origem dentária. Marli Cristina Pereira é odontopediatra, homeopata e vice-presidente da Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas Homeopatas (ABCH).

Sobre a Universidade Positivo

A Universidade Positivo é referência em ensino superior entre as IES do estado do Paraná e uma marca de reconhecimento nacional. Com salas de aula modernas, laboratórios com tecnologia de ponta, mais de 400 mil m² de área verde no câmpus sede, a Universidade Positivo é reconhecida pela experiência educacional de mais de três décadas. A instituição conta com quatro unidades em Curitiba (PR) e uma em Londrina (PR) e mais de 70 polos de EAD no Brasil. Atualmente, oferece mais de 60 cursos de Graduação, centenas de programas de especialização e MBA, sete programas de mestrado e doutorado, além de cursos de educação continuada, programas de extensão e parcerias internacionais para intercâmbios, cursos e visitas. Além disso, tem sete clínicas de atendimento gratuito à comunidade, que totalizam mais de 3.500m². Em 2019, a Universidade Positivo foi classificada entre as 100 instituições mais bem colocadas no ranking mundial de sustentabilidade da UI GreenMetric. Mais informações em  www.up.edu.br  

FAÇA UM COMENTÁRIO

Por favor digite um comentário
Por favor digite seu nome aqui