Audiência sobre desaparecimento de Eliza é retomada

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As audiências do caso do desaparecimento de Eliza Samudio, que tem como um dos acusados o goleiro Bruno Fernandes, serão retomadas nesta quarta-feira (20), no Fórum Lafayette. Serão ouvidas 21 testemunhas arroladas pela defesa. De acordo com o TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), elas serão ouvidas às 12h30, em Belo Horizonte, pela juíza cooperadora da Vara de Precatórias Criminais, Rosângela Carvalho Monteiro. O TJ ressaltou que a audiência presidida pela juíza Marixa Fabiane Lopes foi interrompida por causa de suas férias, mas as testemunhas podem continuar os depoimentos por precatória onde residem.O TJ-MG informou que oito acusados devem estar presentes na audiência, com exceção de Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno: Luiz Henrique Romão, o Macarrão, Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, Dayanne de Souza, Elenílson Vítor da Silva, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques, o Coxinha, e Fernanda Gomes e o goleiro Bruno. Belo Horizonte é a quarta cidade a promover as audiências do sumiço da ex-amante do goleiro. Já foram ouvidas testemunhas em Ribeirão das Neves, Contagem e Vespasiano, na região metropolitana.

O delegado Wagner Pinto, um dos que investigaram o caso, deve ser uma das testemunhas ouvidas. Os depoimentos serão encaminhados para Contagem, onde o crime está sendo julgado e cujas audiências foram suspensas dia 15 deste mês, para serem retomadas no dia 8 de novembro.

Antes da suspensão, foram ouvidas duas testemunhas de acusação, José Carlos do Nascimento, porteiro do condomínio onde fica o sítio de Bruno, em Esmeraldas, e a camareira Elizabeth Soares de Oliveira, que trabalha no motel onde Bruno e Eliza teriam ficado antes dela desaparecer.

Eliza desapareceu dia 4 de junho, quando foi do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. Ela havia procurado a polícia carioca pedindo proteção por estar grávida do goleiro, dizendo ter sido agredida. Após o nascimento da criança, a modelo acionou a Justiça para pedir o reconhecimento da paternidade.

No dia 24 de junho, a Polícia Civil recebeu denúncias anônimas apontando que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador.

Depois de denúncias do tio de um menor, no Rio, que teria presenciado o assassinato da modelo, a polícia indiciou os suspeitos por sequestro e morte, sendo que Bruno responderá como mandante e executor do crime.

O Ministério Público acatou o indiciamento da polícia e ofereceu denúncia, aceita pela Justiça. O adolescente, de 17 anos, foi condenado no dia 9 de agosto pela participação no crime e cumprirá medida socioeducativa de internação por prazo indeterminado.

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