Contaminação de cervejas: PCMG se pronuncia sobre investigação

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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou, na tarde desta quarta-feira (8), pronunciamento referente ao inquérito que investiga as intoxicações pela contaminação de cerveja artesanal.

O Delegado Flávio Grossi, que conduz a investigação, destacou a complexidade do caso e ressaltou que, mesmo durante a pandemia da Covid-19, os trabalhos continuam normalmente. “Hoje, completamos três meses do inquérito, as perícias estão em andamento e em reta final, e não pararam em nenhum momento. Elas estão em estágio avançado e próximas de serem concluídas. É uma investigação complexa, que abrange diversas frentes, perícias de engenharia, perícias médicas, investigações sociais. Todos os agentes estão se dedicando para dar uma resposta rápida para a sociedade”, ressaltou.

Ainda segundo o delegado, a hipótese da empresa ter sofrido sabotagem, a princípio, foi descartada. “Neste momento, a linha de sabotagem foi descartada; a investigação não evoluiu para esse sentido. A negligência é umas das linhas que estão sendo analisadas”, revelou.

Até o momento, 66 pessoas prestaram depoimentos, e o inquérito policial conta com 42 vítimas, sendo nove fatais. “Das nove vítimas fatais, cinco exames de necropsia direta foram realizados, sendo que quatro deles foram positivos para contaminação e um está em andamento. As quatro perícias restantes serão realizadas de forma indireta. Inicialmente, pedimos a exumação do corpo, mas posteriormente optamos por realizar através de exames e documentos médicos para a elaboração do laudo médico-legal”, disse.

Com relação aos exames das demais vítimas, o delegado revelou que continuam sendo realizados. “Até o início da pandemia, eles ocorriam normalmente de forma direta, mas foram interrompidos em respeito às vítimas e considerando as recomendações médicas e sanitárias, sendo substituídos por exames indiretos por apresentação de prontuários, que estão em andamento. Eles serão analisados pelos médicos legistas, que irão concluir um laudo pericial”, ressaltou.

Outras perícias já foram realizadas na fábrica com o objetivo de entender como se deu a contaminação das bebidas. Os trabalhos estão sendo feitos com a cooperação técnica do Centro de Desenvolvimento de Tecnologia Nuclear (CDTN), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTIC). Os tanques onde eram produzidas as cervejas foram analisados. Detalhes da metodologia utilizada serão divulgados oportunamente.

As investigações estão caminhando para o final, mas ainda não há data precisa para a conclusão.

ASCOM-PCMG

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