Crime contra padre morto em MG foi planejado para quitar dívida com traficantes de RJ, diz PC

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Segundo a Polícia Civil, um dos autores do crime estaria em dívida com o tráfico de drogas no Rio de Janeiro. Homem teria ido até Minas para conseguir a quantia para quitar o débito.

Padre Adriano da Silva Barros — Foto: Divulgação

Matéria publicada Por Leonardo Almeida*, G1 Vales de Minas Gerais

As investigações da Polícia Civil apontam que o assassinato do padre Adriano da Silva Barros foi planejado para quitar dívidas com traficantes do Rio de Janeiro.

religioso desapareceu na terça-feira (13), quando quando seguia de Martins Soares (MG) para Simonésia (MG), cidade onde era vigário de uma paróquia. Seu corpo foi encontrado carbonizado em Manhumirim (MG) no dia seguinte.

Um suspeito, que confessou o crime, segundo a polícia, foi preso na quinta-feira (15). Na sexta-feira (16), a investigação prendeu um segundo suspeito, no Rio de Janeiro.

“Este fato foi premeditado. Houve uma reunião no sábado (10) entre o conduzido, o irmão dele e mais uma pessoa residente de Manhumirim para tramar esse latrocínio, ao que tudo indica”, disse o atual delegado responsável pelo caso, Glaydson de Souza Ferreira.

Suspeito queria dinheiro para quitar dívida

Segundo a Polícia Civil, um dos autores do assassinato do padre estaria com uma dívida no tráfico no RJ, entre R$ 30 a 50 mil, e precisaria quitá-la ainda nesta semana.

“A motivação estaria relacionada pelo fato de que o irmão desse conduzido, oriundo do RJ, na baixada fluminense, conhecido traficante por lá, estaria devendo uma certa quantia de drogas em razão de que ele teria perdido uma carga de droga durante uma operação da polícia. Em razão desse prejuízo, ele teria vindo aqui para a região de Manhumirim, para levantar esse dinheiro. Foi quando, então, tiveram a ideia de cometer esse assalto”, disse o atual delegado responsável pelo caso, Glaydson de Souza Ferreira.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, foi apurado que os suspeitos teriam atraído o padre para roubar dinheiro, pertences e o veículo dele. A forma como isso teria acontecido está sendo investigada.

As investigações apontam que o padre teria sido torturado, em um local diferente de onde seu corpo foi encontrado carbonizado, para que ele entregasse dinheiro. Foram encontrados vários documentos pessoais do religioso próximo de onde ele teria sido ameaçado.

Já o carro do religioso, segundo a investigação, foi levado para o Rio de Janeiro por outros suspeitos que participaram do crime.

Zona rural onde foram encontrados documentos pessoais do padre — Foto: Polícia Civil/Divulgação

A Polícia Civil segue com as investigações e tenta localizar o automóvel levado ao Rio de Janeiro.

Entenda o caso

O padre Adriano da Silva Barros estava desaparecido desde terça-feira (13). Segundo a Polícia Militar, o religioso teria ido visitar a mãe, que está doente, em Martins Soares (MG), e retornaria para Simonésia (MG), onde era vigário, para celebrar uma missa na paróquia.

O religioso foi visto por último deixando a irmã em Reduto (MG), por volta das 13h. Ela foi a última pessoa que teve contato com o padre.

No início da noite de quarta-feira (14), a polícia foi acionada por um morador do Córrego Pirapetinga, em Manhumirim, que percebeu que havia fogo no seu terreno. Quando foi apagar o fogo, o morador encontrou o corpo do padre já carbonizado e com ferimentos causados por faca, segundo a perícia.

O homem preso na quinta, de 22 anos, e um adolescente, de 16, foram vistos por testemunhas próximo ao local onde o corpo foi encontrado. Depois, eles foram detidos em casa e encaminhados para a delegacia, onde um deles confessou o crime, segundo a polícia.

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