Laboratório de refino de cocaína: acusado diz que fabricava produto de limpeza

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Jésus Luiz Lemos

Um laboratório montado na zona rural de Fortaleza de Minas, para produção e refino de cocaína, foi descoberto na manhã desta sexta-feira pela Polícia Militar. Cerca de oito quilos da droga, distribuídos entre pasta base, material em fase de preparo e a cocaína já pronta foram apreendidos.

O dono da propriedade foi preso no local, mas dois envolvidos conseguiram escapar. Na casa dele, os policiais ainda prenderam sua mulher e encontraram outra porção da droga e mais de R$ 106 mil em dinheiro.

A fábrica funcionava numa propriedade arrendada por Luiz Antonio Costa Alves, 41 anos, denominada Sítio Santo Expedito, distante cerca de doze quilômetros do perímetro urbano de Fortaleza de Minas. Ele e o local já vinham sendo alvos de um trabalho conjunto entre as Polícias Civil e Militar de Fortaleza e Jacuí. A polícia acredita que as drogas ali produzidas eram distribuídas para várias cidades da região.

Produtos de limpeza

Apesar de ser o dono da propriedade onde foi descoberto o laboratório e também de ter sido encontrado droga e dinheiro em sua casa, o acusado alega que é inocente e que no local só fabrica produtos de limpeza que ele comercializa na região.

Em entrevista exclusiva à Folha, Luiz Antonio diz que não tem nada a ver com as drogas apreendidas. Ele confirma que já esteve preso por tráfico de drogas e que sabia que a substância apreendida em sua casa era droga, mas alega ter alugado a chácara para os envolvidos que conseguiram fugir e que o dinheiro e as substâncias encontrados em sua residência haviam sido deixados por eles.

“Eu nem sabia quem era eles direito, quando a polícia chegou os caras correram pro meio do mato. Eu fiquei normal aí, não corri nem nada. Eu só faço produtos de limpeza”, diz o suspeito, relatando que não sabia que seus ‘inquilinos’ estavam usando suas máquinas para refinar cocaína.

Reincidente

O autor Luiz Antonio Costa Alves, 41 anos, preso na manhã de ontem pela Polícia Militar, na zona rural do município, acusado de usar um laboratório de produtos de limpeza como fachada, para produzir e refinar cocaína, já havia sido preso antes por tráfico de drogas.

Segundo o delegado Tiago Gomes Ribeiro, que também esteve no local da apreensão, Alves tem passagens pela polícia por tráfico de entorpecentes e no passado chegou a ser preso no Estado de São Paulo com quase cem quilos de maconha.

Operação

 

De acordo com o capitão Marcelo Coimbra, comandante da 77ª Cia PM de Passos, à qual o pelotão de Fortaleza de Minas é subordinado, o cruzamento de informações entre as duas instituições policiais, visando a repressão ao tráfico de drogas no município, já vinha ocorrendo há alguns dias.

O oficial diz que a decisão sobre a data do cumprimento do mandado e o fechamento das informações foram feitos em conjunto, pelo comando do 12º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Ronaldo Resende dos Anjos e pelo delegado regional, Carlos Francisco Alves. O delegado de Jacuí, que chefiou as investigações acerca do suspeito, só não esteve presente na operação porque tinha outros compromissos policiais e a data da abordagem não poderia ser adiada.

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