Operação da Polícia Civil MG ganha agilidade com método de identificação

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Ação de segurança em Varginha, no Sul de Minas, identificou 25 dos 26 envolvidos em cinco dias de trabalhos

O empenho ininterrupto de equipes da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em parceria com a Polícia Federal (PF), durante cinco dias de trabalhos, possibilitou a identificação de 25 dos envolvidos na operação policial ocorrida em Varginha, Sul do estado, no último domingo (31/10). Até o momento, todos foram qualificados por meio de exames datiloscópicos (impressão digital) e já liberados aos familiares. Os profissionais prosseguem com as tentativas para identificar o 26º.

Logo na manhã de 31/10, servidores de diferentes carreiras e setores da PCMG começaram a atuar no caso. Profissionais lotados na capital se deslocaram para Varginha, via apoio da Coordenação Aerotática (CAT) da PCMG, a fim de colaborar com a equipe do 6º Departamento de Polícia Civil na identificação dos 26 envolvidos, na situação de desconhecidos. Ainda na cidade, houve a numeração dos indivíduos e foi feita a coleta inicial das impressões digitais.

A necropsia foi realizada em seguida, no Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette (IMLAR), em Belo Horizonte. Paralelamente, servidores do Instituto de Identificação da PCMG e profissionais da PF fizeram os exames datiloscópicos, a partir da análise das impressões digitais, – 16 laudos da Polícia Civil e 11 da Polícia Federal –, com emissão de parecer técnico das duas instituições.  

A partir da qualificação, começou o serviço de busca por parentes, sendo que equipes do IMLAR se dedicaram ao atendimento das famílias para a liberação dos corpos. O chefe da PCMG, delegado-geral Joaquim Francisco Neto e Silva, destaca os esforços empreendidos por todas as equipes mobilizadas. “Quero parabenizar cada um dos profissionais da Polícia Civil envolvidos nos trabalhos”.

Desdobramentos

Ainda no processo de identificação, houve a coleta de DNA dos corpos. As amostras estão sendo processadas pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil para a inserção no Banco Nacional de Perfis Genéticos. Dessa forma, é possível buscar coincidências entre os DNA incluídos e os vestígios encontrados em locais de crime no Brasil, cadastrados nesse banco.

Além da identificação, está em curso o levantamento da vida pregressa dos indivíduos, e também a investigação de fatos e circunstâncias para possíveis correlações com outros eventos. Os procedimentos investigativos são realizados de forma integrada por unidades da PCMG, demais forças de segurança pública e o Ministério Público.

A fim de preservar as investigações em andamento, por ora, os levantamentos são mantidos em sigilo e os resultados devem ser divulgados em momento oportuno.

Agência Minas

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