PCMG desmantela organização criminosa que acumulava 1 milhão

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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) segue investigando a organização criminosa que atuava no furto e roubo a residências. O grupo agia em várias regiões de Belo Horizonte. O objetivo, agora, é prender outros três membros já identificados.

Na terça-feira (9/04), foi concedida coletiva à imprensa, por meio da qual os policiais civis passaram detalhes da operação que prendeu três integrantes e recuperou diversos materiais, como televisores, joias, perfumes, euros, notebooks, computadores e outros materiais levados das casas das vítimas.

De acordo com as investigações, Anderson Teixeira Alves, 34 anos, o “Pica Pau”, foi o primeiro a ser encontrado. Ele é apontado como líder do grupo e mentor intelectual do esquema. Para cada ação, o suspeito escolhia os integrantes que atuariam em determinada região, indicando as casas que seriam invadidas. Posteriormente, dividia o dinheiro e os materiais roubados.

Após a prisão de “Pica-Pau”, a Polícia Civil chegou até outros dois suspeitos: Cleiton Luiz Coura Ribeiro, 32 anos, apontado como o receptador dos eletrônicos frutos dos roubos. Ele foi encontrado no bairro Ipiranga, região Nordeste de BH, nesta terça-feira (09). Na casa foi identificada uma loja de assistência técnica desativada, onde havia vários eletrônicos, dentre eles, computadores. Ronald Guimarães Vilar, conhecido como ¿Japão¿, foi preso no bairro Santa Mônica, Região de Venda Nova e, com ele, foi apreendido um revólver calibre 32, usado nos crimes.

Além dos três suspeitos encontrados esta semana, a Polícia Civil também detalhou a participação de Bruno Simões Gonçalves de Souza, o Bizoca, que em companhia dos outros três, roubou uma casa no Bairro Planalto, região Norte de Belo Horizonte e esqueceu o celular no local.

O titular da 2° Delegacia Especializada em Investigação e Repressão ao Furto e Roubo, Delegado Gustavo Barletta, explicou que as investigações começaram há dois meses, quando os suspeitos invadiram uma casa no bairro Buritis, região Oeste de BH. “Eles renderam as vítimas, dentre eles um idoso de 90 anos e levaram televisões, laptops, joias e certa quantia em euros. Acredita-se que o grupo acumulou mais de R$ 1 milhão em objetos roubados”, explicou.

Ainda conforme as investigações, os policiais civis perceberam que os criminosos usaram o mesmo veículo em duas ações. A primeira, no bairro Buritis. A outra, no bairro São Luiz, região da Pampulha, quando duas idosas foram mantidas reféns. Segundo o Delegado, na ocasião, os suspeitos ameaçaram a secretária da casa para que ela informasse onde ficava o cofre. “Usando de muita violência, os criminosos mantiveram o revólver calibre 32 próximo ao rosto da vítima, durante toda a ação”, relatou.

As investigações incluem outros casos como o roubo a uma casa no Belvedere, Zona Sul de BH e a invasão a uma casa no bairro Heliópolis, na região Norte, quando os suspeitos desistiram, após descobrirem que o dono da casa era um Policial Militar.

A Polícia Civil orienta as pessoas que tenham sido vítimas do grupo criminoso que procurem o Departamento Estadual de Investigação de Crimes contra o Patrimônio (Avenida Amazonas, 7025, Nova Gameleira) para identificar os objetos roubados entre os que foram recuperados.

Relembre a prisão dos outros integrantes da organização criminosa

A atuação rápida da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) resultou na prisão de Juliano Oliveira de Souza, 33 anos e André Douglas Parreiras, 32. Eles são suspeitos de envolvimento nos crimes de roubo e cárcere privado em uma residência no bairro Belvedere, região Centro-Sul da capital, nessa segunda-feira (8). Os investigados, de forma violenta, dominaram duas vítimas, roubaram diversos objetos do imóvel e fugiram para Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Após levantamentos da 2ª Delegacia da Divisão Especializada em Prevenção e Investigação a Furto e Roubo de Veículos Automotores (DEPIFRVA), os policiais civis localizaram e prenderam a dupla quando chegavam ao município vizinho. Já outra equipe resgatou, na casa alvo do crime, as duas vítimas, entre elas uma criança, que foram mantidas em cárcere.

ASCOM-PCMG

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