Petistas participam de ato na Câmara pelo combate à corrupção

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A Frente Parlamentar de Combate à Corrupção realizou ato na Câmara ontem, para marcar o Dia Internacional Contra a Corrupção. No evento, foram divulgados os 14 projetos que tratam do tema e que estão prontos para serem votados pelo Plenário da Casa. Os deputados Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) e Paulo Rubem Santiago (PDT-PE), coordenadores da Frente, afirmaram que a mobilização da sociedade é fundamental para a votação das propostas.

“Estamos chamando a atenção dos parlamentares e da sociedade para o fato de que o Parlamento pode colaborar no combate aprovando leis que dificultem a ação dos corruptos e que criminalizem os atos de corrupção”, afirmou Biscaia.

Ontem, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, responsável pela Campanha Ficha Limpa que propôs o projeto, entregou ao presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), mais 200 mil assinaturas de eleitores. O deputado Biscaia, primeiro signatário do projeto, observa que somente com a população votando em candidatos com fichas limpas é que terão fim as CPIs e as cassações de mandatos.

Em plenário, o deputado Domingos Dutra (PT-MA), afirmou que a Câmara não pode ficar omissa. “Deve deixar de lero-lero e aprovar os projetos que tramitam na Casa e que tratam do tema”, disse.

O deputado Luiz Couto (PT-PB) afirmou que é importante combater esse tipo de atividade criminosa. “Porque ela é um ralo por onde o dinheiro público está sendo desviado,e os recursos não estão chegando à ponta, para trazer qualidade de vida através de obras importantes”, disse.

O deputado Eduardo Valverde (PT-RO) elogiou o anúncio feito hoje, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva do envio ao Congresso de projeto de lei do Executivo que torna hediondos os crimes de corrupção. O deputado Iran Barbosa (PT-SE) afirmou que a luta contra a corrupção tem que ser permanente e cotidiana. “Trata-se de uma luta que envolve a reflexão sobre valores, sobre comportamentos, sobre a nossa vida pessoal e as relações que estabelecemos. A partir dessa reflexão ampla, poderemos chegar a uma conclusão mais específica do papel que tem a política, o político, os homens e as mulheres públicas do País no combate à corrupção”, disse.

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