Programa habitacional do governo Lula começa a sair do papel hoje

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Começa hoje
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O Jornal das Montanhas preocupado com seus leitores publica hoje algumas orientações para as famílias que desejam se inscreverem no programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida” que foi lançado pelo presidente Lula, no final do mês passado, com o objetivo de construir 1 milhão de casas nas cidades com população acima de 100 mil habitantes e para famílias que possuem renda de até 10 salários mínimos. A iniciativa do governo foi bem recebida por milhões de pessoas que sonham com suas casas próprias. Milhares de pessoas acessaram nosso jornal deixando lá seus comentários e suas dúvidas, procuramos as autoridades envolvidas no programa para deixar os leitores bem informados. A partir de hoje as construtoras e as pessoas interessadas , já podem procurar as agências da Caixa Econômica Federal para receber as informações sobre as regras para a obtenção do financiamento. Os limites de valores do imóvel e da prestação vão variar de acordo com a faixa de renda e a região. O valor máximo do imóvel, por exemplo, não poderá ultrapassar R$ 130 mil na faixa de renda até seis salários mínimos. As famílias que forem financiar o imóvel poderão comprometer até 10% da renda e o prazo para pagamento será de no máximo 10 anos. Nesta entrevista ao Informes, a secretária nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, explica o foco do projeto, destaca a importância do Fundo Garantidor, criado no programa, e fala sobre o processo de cadastramento de projetos e de financiamento.
Por Vânia Rodrigues

minhacasa
Jornal das Montanhas – Quais os objetivos e o foco do programa Minha Casa, Minha Vida?
Inês Magalhães – Os objetivos gerais do programa são os de fazer o atendimento da moradia onde o deficit é mais significativo do ponto de vista do tamanho do problema e também funcionar como uma medida anticiclica, gerando emprego. E a escolha da construção civil vem neste sentido. É um setor da economia que responde mais rapidamente à injeção de recursos. Levando em consideração esses dois objetivos, combater o déficit e dinamizar a economia para gerar empregos, o programa está adequado porque enfrenta esses problemas onde eles têm maior impacto e onde eles são mais sentidos.
JM – Quem será beneficiado com o programa?
Inês – Os principais beneficiados serão as famílias com renda de até 3 salários mínimos, que terão subsídio integral com isenção do seguro; famílias com renda entre 3 e 6 salários mínimos, que terão subsídio parcial em financiamentos com redução dos custos do seguro e acesso ao fundo assegurados; e as famílias com renda de 6 a 10 salários mínimos, que receberão estímulos à compra com redução dos custos do seguro e acesso ao Fundo Garantidor. O governo também vai financiar empresas da construção civil para a produção desta habitações.
JM – – De onde vem os recursos ?
Inês Magalhães – Os recursos vem do Orçamento Geral da União e também do FGTS. O montante previsto é de R$34 bilhões.
JM – – Qual a importância do Fundo Garantidor?
Inês – É um instrumento inovador que certamente vai dar maior segurança para o comprador no sentido de que, se ele tiver algum contratempo, o Fundo Garantidor vai refinanciar a dívida dele de 12 a 36 meses e também para o agente financeiro, que terá uma maior segurança no caso da interrupção de pagamento. Esta é uma das medidas mais importantes, no sentido de que ela é estrutural e coloca para nós o desafio de tornar o Fundo Garantidor um instrumento perene e estruturador da Política de Financiamento da Política Habitacional do País.
JM – – Porque o governo não optou pelo repasse para os estados e municípios?
Inês – Na verdade, pelas características e pela urgência da aplicação desses recursos, a opção foi de fazer as construções destas casas via financiamento direto à iniciativa privada onde estados e municípios deverão indicar a demanda para o atendimento das casas que serão construídas pela empresas de construção civil. Essa opção não é uma crítica à atuação, de maneira nenhuma, de estados e municípios. Mas é o reconhecimento de que nos três níveis de governo o setor público está sujeito a controles e a regras que burocratizam e fazem com que os recursos demorem mais para chegar no seu destino final. Nós teremos todo o cuidado na fiscalização dos investimentos que serão feitos e que serão pagos pelo Fundo de Arrendamento Residencial, que é o fundo utilizado no financiamento destas obras.
JM – – Como ficam os municípios menores que não serão contemplados pelo Minha Casa, Minha Vida?
Inês – Para os municípios que não são contemplados no Minha Casa, Minha Vida, nós temos os recursos do FGTS, que continuam sendo aplicados. Existe o Fundo Nacional de Habitação (FNHIS) e continua em elaboração o Plano Nacional de Habitação para resolver todo o defícit habitacional do País, em todos os municípios e faixas salariais, em um prazo estimado de 20 anos.
JM – – Quando o programa começa a ser implementado?
Inês -A implementação do programa começa hoje. Há o compromisso de que as regras, os novos parâmetros de financiamento já estarão disponibilizados em todas as agências da Caixa Econômica Federal, a partir desta data, para as pessoas que forem se candidatar a um financiamento imobiliário bancário, dentro da faixa salarial entre 3 e 10 salários mínimos. Já no atendimento das famílias de zero a três salários mínimos, que serão atendidas no programa de produção habitacional pago pelo fundo, estas casas terão que ser construídas ainda. A partir de hoje estaremos recebendo os projetos. Eles poderão ser encaminhados pela iniciativa privada ou conjuntamente por estados e municípios que poderão propor projetos junto à iniciativa privada . E ai nós teremos a análise e aprovação da propostas, nos tempos necessários para a construção das habitações.
JM – – Como as pessoas podem se cadastrar?
Inês -Já é bastante usual que as prefeituras tenham os seus cadastros para atendimento habitacional. Nós vamos respeitar este cadastro feito pelos municípios para o atendimento desta população. Que são as diretrizes nacionais para o estabelecimento desta priorização e os municípios terão também o direito de estabelecer diretrizes municipais da política local para hierarquizar essas demandas. Estamos falando de 1 milhão de moradias, um número bastante considerável, mas a demanda é muito maior que isso.
JM – – O processo de liberação de recursos será desburocratizado?
Inês -Na verdade, a liberação dos recursos acontecerá na medida em que as obras forem sendo executadas e elas são bem simples, não é um processo complicado. Nosso enorme desafio é conseguir que haja as aprovações municipais e dos órgãos ambientais dos projetos com a maior celeridade possível para que a gente inicie as obras, tão logo os projetos sejam aprovados.

6 COMENTÁRIOS

  1. Sobre a notícia foi a maior e a melhor nas útimas decadas!
    Mas eu tenho uma duvida?
    1º) Para as famílias que estão comprometida com spc ou serasa?
    Pois já que os valores são abaixo de 2 salários mínimos mas querem ao menos tentar ter um teto sobre as CABEÇAS!
    Mesmo tendo os nomes enrolados mas tendo fundo de garantia pode sonhar na compra da casa própia?
    Agradeço a atenção

  2. tenho fgts e quero utilizá-lo como entrada vai ser prioridade para quem já tem fgts ou vai ser pra todos a igualdade de aquisição obrigada!

  3. meu irmão tem 4 filhos,é autonomo como q ele vai comprar uma casa se ele não tem imposto de renda???pelo amor de DEUS to pensando q é p ajudar gente igual a ele, ah ter uma casa mas perdi a ESPERANÇA ele paga aluguel agua luz e a esposa ta doente vai fazer cirurgia de vizicula,me fala de q jeito q um chefe de familia vai comprar uma casa ???ah desse jeito não da !!!imposto de renda???ta louco cada uma!!!o sr presidente ajuda nóis ai,meu irmão é vendedor de coleção de porta em porta de escola,ah eu sou irmã dele trabalho na prefeitura a 12 anos concursada,sou servente escolar,sou natural de santa rita do sapucaí mg nossa ajuda nóis pelo amor de DEUS!!!MEU NOME SALETE DIAS FERREIRA

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