Secretaria de Agricultura cobra ações para ressarcimento aos produtores de Brumadinho

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Estão sendo discutidas iniciativas que servirão como base para o levantamento dos prejuízos causados aos agricultores

A secretária de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ana Maria Valentini, esteve em Brumadinho, nesta terça-feira (5/2), em reunião com representantes da mineradora Vale para discutir ações que servirão como base para o levantamento dos prejuízos causados, direta e indiretamente, aos produtores rurais atingidos pelo rompimento da Barragem B1, da Mina do Feijão, em Brumadinho, e posterior pagamento das indenizações.

A secretária disse que continuará acompanhando todas as ações realizadas no sentido de resguardar os direitos dos produtores rurais. “Nós, da Seapa, estamos trabalhando intensamente junto com as secretarias vinculadas para trazer apoio não apenas aos produtores de Brumadinho, mas a todos aqueles que foram atingidos na bacia do rio Paraopeba”, esclareceu.

Iniciativas

Dando prosseguimento à agenda da Seapa, também nessa terça-feira (5/2), em Belo Horizonte, um grupo estratégico de pesquisas e monitoramento foi formado para propor ações imediatas, visando à retomada das atividades agropecuárias nas áreas atingidas pelo rompimento da barragem.

Além de representantes da secretaria e de suas vinculadas – EpamigEmater e IMA – o grupo conta com pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente, Embrapa Solos e Embrapa Milho e Sorgo, além do apoio de funcionários da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Policia Federal, Ibama, Polícia Civil de Minas Gerais, ICMBio e Universidade Federal de Minas Gerais.

“Neste primeiro momento, o trabalho será focado em traduzir os dados de qualidade de água, que já estão sendo liberados por órgãos como a Copasa e o Igam e a própria companhia Vale, para uma análise minuciosa e mais frequente focada no uso em atividades agrícolas”, explica o diretor técnico da Epamig, Trazilbo de Paula.

A Epamig vai disponibilizar apoio no monitoramento da água, por meio de imagens de alta precisão, captadas por veículos aéreos não tripulados (Vant´s), que medem qualidade e turbidez da água utilizando espectrometria.

O trabalho prevê, na sequência, a elaboração de um projeto que vai estabelecer propostas concretas, como a aplicação de tecnologias, métodos e processos com o objetivo de ajudar na retomada das atividades agrícolas dos municípios atingidos.

Monitoramento

Um trabalho de monitoramento animal também está sendo desenvolvido. Em bovinos, serão efetuadas três coletas de materiais biológicos, em datas específicas que marcam o período imediato após o desastre, entre 60 e 180 dias.

As cidades de Betim, Cachoeira da Prata, Caetanópolis, Curvelo, Esmeraldas, Felixlândia, Florestal, Igarapé, Inhaúma, Juatuba, Maravilhas, Mário Campos, Papagaios, Pará de Minas, Paraopeba, Pequi, Pompeu, São Joaquim de Bicas e São José da Varinha serão os municípios em que serão realizadas este monitoramento, além de Brumadinho.

Serão coletadas também amostras em Belo Vale e Moeda, municípios localizados antes do rompimento da barragem, para definição de marco zero.

Os animais expostos ao rejeito de lama serão avaliados quanto à contaminação por metais pesados. As coletas serão iniciadas pelo IMA até a próxima sexta-feira (8/2) e as análises serão realizadas em laboratórios credenciados da rede privada. Os resultados serão divulgados em alinhamento de informações entre o governo estadual, o Laboratório Nacional Agropecuário do Mapa (Lanagro), e a UFMG.

Em consonância com as análises de água, está sendo executado o acompanhamento em ictiologia (ramo da zoologia que estuda os peixes) e piscicultura (criação de peixes). Em reuniões anteriores, com pesquisadores e técnicos, foram definidos os pontos de coleta e parâmetros físicos, químicos e biológicos.

As coletas para piscicultura vão investigar a qualidade da água e a situação toxicológica dos peixes e serão feitas em propriedades rurais cadastradas pelo IMA. 

Análises preliminares feitas por empresas contratadas pela Vale, serão reunidas aos levantamentos produzidos por instituições como a Agência Nacional de Águas (ANA), CopasaIgam e a Fundação da Mata Atlântica. 

Após o recebimento dessas informações, o Governo de Minas Gerais vai avaliar os resultados para validar ou não os planos de atuação.

Agência Minas

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