Fundação Ezequiel Dias contribui para identificação do gene de superbactéria

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 A Fundação Ezequiel Dias (Funed) implantou este ano um novo tipo de exame de alta complexidade, a partir da técnica de biologia molecular, que permite a identificação do gene da superbactéria produtora de enzimas KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemicosase). Os genes são responsáveis por tornar a bactéria resistente aos principais grupos de antibióticos, como os carbapenêmicos, normalmente utilizados como última escolha terapêutica em tratamentos de emergência em pacientes.

Desde o primeiro surto de contaminação por superbactérias, em 2009, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou que todas as amostras suspeitas de bactérias produtoras de KPC coletadas no Brasil deveriam ser encaminhadas para os Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) para confirmação de resistência da bactéria aos antibióticos. Até julho, na Funed, assim como nos outros laboratórios do país, era feita apenas a identificação bioquímica, por análise fenotípica para confirmação do perfil de sensibilidade e, posteriormente, as cepas eram encaminhadas para a Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, para identificação genotípica, por biologia molecular.

“A técnica de biologia molecular é mais complexa, de alto custo, mas possibilita mais rapidez e precisão na detecção destes genes que conferem resistência aos microorganismos, causadores de várias enfermidades. Assim, garante que os hospitais realizem as condutas específicas para evitar a propagação e surto de infecção e também garante o tratamento adequado ao paciente”, explica a farmacêutica Carlene Alves, do Serviço de Doenças Bacterianas e Fúngicas da Funed.

No ano passado, a Fundação recebeu 40 cepas, sendo que 50% delas apresentaram resultado positivo para KPC. Só de janeiro a julho deste ano, já são 128 amostras com 68% (87) positivas. Com o aumento do surgimento de casos de contaminação por bactérias KPC, neste ano, o Ministério da Saúde decidiu descentralizar essa metodologia para outros Laboratórios de Saúde Pública e a Funed, pelo seu porte, estrutura física e capacidade técnica foi uma das dez instituições escolhidas. “Já tínhamos a estrutura adequada, equipamentos e pessoal qualificado para absorver essa demanda”, afirma o farmacêutico Dhian Camargo. Ele participou de uma capacitação para implementação do diagnóstico na Fiocruz/Rio de Janeiro e, junto com a equipe do Serviço de Doenças Bacterianas e Fúngicas, padronizou e validou o teste.

“A grande vantagem da realização desse exame em Minas é a agilidade na liberação dos resultados e a possibilidade de resposta imediata para escolha do antibiótico adequado para o tratamento específico, eficaz para a recuperação da saúde do paciente”, explica o farmacêutico da Funed Dhian Camargo. Segundo ele, o resultado das amostras enviadas para o Rio de Janeiro antes demorava 45 dias para liberação. “Agora, poderemos liberar em até 48 horas, em casos de surtos, e em cinco dias úteis para rotina”, afirma o farmacêutico. Camargo participou de uma capacitação para implementação do diagnóstico na Fiocruz/Rio de Janeiro e, junto com a equipe do Serviço de Doenças Bacterianas e Fúngicas, padronizou e validou o teste.

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