Funed,Programa Nacional de Controle da Tuberculose

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A equipe do Serviço de Doenças Bacterianas e Fúngicas da Fundação Ezequiel Dias (Funed) recebeu, nessa quarta-feira (31), a visita técnica de representantes do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, do Ministério da Saúde. De acordo com a chefe do Serviço da Funed, Marluce Assunção Oliveira, a visita é uma supervisão técnica que tem como objetivo acompanhar a forma como o controle da doença vem sendo realizado pelos estados nas diferentes áreas de atendimento aos pacientes acometidos por este agravo, incluindo o diagnóstico laboratorial.

“Na Funed, eles verificaram o atendimento a requisitos técnicos, de qualidade e biossegurança. Visitaram e acompanharam desde a entrada da amostra, a produção de meios de cultura até a realização do exame no laboratório e os procedimentos de qualidade”, explica Marluce Oliveira.

A Funed é responsável por processar as amostras biológicas recebidas das 28 Gerências Regionais de Saúde (GRS) e também pelos testes de sensibilidade a drogas de Micobactéria tuberculosis isolados pelos laboratórios da rede estadual. Por mês, são realizadas, aproximadamente, 200 culturas para diagnóstico e 50 testes de sensibilidade a drogas.

A visita dos representantes em Minas começou na terça-feira (30), na Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), e vem sendo realizada durante esta semana no Laboratório Central de Saúde Pública e nas Unidades de Saúde de cinco municípios prioritários para o programa (Betim, Contagem, Santa Luzia, Ribeirão das Neves e Belo Horizonte). Nesta sexta-feira (2), será encerrado o trabalho com uma reunião com todos os envolvidos no processo de controle da tuberculose no Estado.

De acordo com Marluce Oliveira, esses encontros são sempre um momento de troca de experiências e aprendizado. “Já somos reconhecidos pela qualidade dos serviços que prestamos, mas há sempre alguma oportunidade de melhoria e assim, juntos, contribuímos para o aprimoramento constante na prestação de serviços de saúde pública”, afirma.

Tuberculose

A tuberculose é causada por uma bactéria que afeta principalmente os pulmões, mas pode atingir outros órgãos, como rins e ossos. A transmissão ocorre através do contato direto com gotículas de saliva de pessoas infectadas. Entre os principais sintomas estão: tosse seca e contínua no início da doença; cansaço excessivo; febre baixa, geralmente à tarde; palidez; falta de apetite; fraqueza; e prostração.

Segundo o Ministério da Saúde, são notificados anualmente 85 mil novos casos no Brasil, sendo verificadas cerca de 6 mil mortes por ano. No ano passado, foram notificados, somente em Minas Gerais, 4,5 mil casos da doença, com cerca de 160 óbitos. Segundo o Plano Nacional de Controle da Tuberculose, é desejável que a taxa de cura seja acima de 85%.

Conforme preconizado pelo Ministério da Saúde, a taxa de abandono ao tratamento deve ser inferior a 5% dos pacientes notificados. Em Belo Horizonte e Contagem, cidades onde se verifica um número maior de ocorrências da endemia, a taxa de abandono ao tratamento chega a quase 20%, ou seja, quatro vezes a mais do que o esperado.

Segundo o coordenador de Pneumologia Sanitária da SES-MG, Edílson Corrêa, o grande entrave ao combate à tuberculose é o abandono ao tratamento. “O paciente tem acesso na rede assistencial a todos os medicamentos eficazes no combate à doença, gratuitamente. Por se tratar de uma patologia crônica e que exige um tempo maior de cura, algumas pessoas, após a verificação de uma melhora inicial do quadro, tendem a abandonar o tratamento. Contudo, se a tuberculose não for tratada adequadamente pode evoluir para resistência às drogas tuberculostáticas, aumentando a disseminação e a taxa de óbitos, o que compromete a eliminação total da enfermidade em nosso meio”, ressaltou.

 

 

Agência Minas

Fundação Cristiano Varella 728

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