Ministério da Saúde confirma 96 mortes pela gripe suína

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Gripe suína Brasília – O Ministério da Saúde divulgou há pouco o novo boletim sobre a influenza A (H1N1) – gripe suína – e informou que 96 pessoas no Brasil morreram até o dia 1º de agosto. Os dados excluem, no entanto, os casos mais recentes, como as mortes anunciadas ontem (4) no Paraná.

No boletim, o estado do Paraná aparece com 15 óbitos, mas a Secretaria Estadual de Saúde anunciou ontem um total de 25. Ao todo, o país registrou 2.959 casos confirmados da doença no período de 25 de abril a 1º de agosto. Entre as pessoas infectadas, 2.115 apresentaram sintomas leves.

De acordo com o Ministério da Saúde, a gestação e as doenças cardíacas e neurológicas são os principais fatores de risco para óbito, entre os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por infecção pelo vírus da influenza A (H1N1) – gripe suína. Dos 96 óbitos registrados até o dia 1º de agosto, 14 eram gestantes.

São considerados casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) aqueles em que a pessoa apresente febre, tosse e dispneia, acompanhada ou não de outros sinais ou sintomas. Todos os casos que evoluíram para óbito também são considerados como síndrome respiratória aguda grave.

A taxa de mortalidade dos casos confirmados de SRAG causada pelo vírus Influenza H1N1 é de 0,05 a cada 100 mil habitantes, segundo o ministério. Na Argentina a taxa é de 0,84 por 100 mil habitantes.

Desde a segunda quinzena de junho (24ª semana epidemiológica), o novo vírus passou a responder por cerca de 60% dos casos de gripe analisados em laboratório. O aumento na detecção da nova gripe pode indicar, além da ampliação da circulação do vírus, maior especificidade da definição de caso.

São considerados grupo de risco, mulheres grávidas, pessoas com idade menor que 2 e maior que 60 anos, pessoas com doenças que debilitam o sistema imunológico (defesas do organismo), como câncer e aids; ou que tomam regularmente medicamentos que debilitam o sistema imunológico, pessoas com doenças crônicas preexistentes, como problemas cardíacos, pulmonares, renais, sanguíneos, diabetes, hipertensão e obesidade mórbida.

Agência Brasil

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