Vacinação contra pólio atinge 820 mil crianças em Minas Gerais no sábado

264
Zé Gotinha entrou no gramado do estádio junto com a mascote do Cruzeiro, o Raposão
Zé Gotinha entrou no gramado do estádio junto com a mascote do Cruzeiro, o Raposão

Música, brincadeira, esporte e lazer animaram, neste sábado (20/06), o lançamento da 1ª etapa da Campanha de Multivacinação 2009. Durante todo o dia, além de se prevenir contra a paralisia infantil, as crianças puderam brincar no pula-pula e em camas elásticas no Parque Estrela Dalva, região Oeste de Belo Horizonte, além de assistir a apresentações musicais e teatrais.

Até as 17 horas deste sábado, 822.675 vacinas foram aplicadas, de acordo com dados do DATASUS (http://pni.datasus.gov.br). O número corresponde a 55,26% do total de crianças com menos de cinco anos no Estado. Na próxima semana, a vacina contra a pólio continuará disponível nos postos de saúde nos municípios em que a meta não foi atingida.

A campanha, realizada em todo o Estado e que tem o tema “Não dá pra vacilar, tem que vacinar”, tem o objetivo de atingir a meta de 95% de cobertura em todos os municípios, cobertura mínima vacinal para manutenção da erradicação da doença. Isso significa alcançar 1,4 milhão de crianças com menos de cinco anos de idade. No ano passado, durante a primeira fase da campanha, o índice alcançado foi de 96,51%.

Presente no evento, o secretário de Estado de Saúde, Marcus Pestana, explicou que a ampla mobilização da sociedade possibilitou que, hoje, a poliomielite esteja erradicada. O secretário ressaltou que é preciso mobilização e participação da sociedade para manter a erradicação. “Não há notificação da doença há 22 anos em Minas e há 20 no país. Essa é uma das grandes vitórias da sociedade, mas para que isso se mantenha é preciso esforço permanente,” afirmou.

O secretário Municipal de Saúde, Marcelo Teixeira, reforçou a necessidade do trabalho em conjunto com a população pela prevenção. “Buscamos o bem-estar e uma cidade mais saudável, por isso, a vacinação é fundamental,” afirmou. Da mesma forma, o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Paulo Roberto Venâncio, destacou que a campanha é um momento importante não apenas para a continuidade da erradicação da pólio, mas para a conscientização da importância da prevenção em saúde.

Responsabilidade

Para prevenir e zelar pela saúde do bebê, a mãe Renata Costa levou sua filha Lavínia, de apenas 5 meses, para receber a vacina pela primeira vez. Flávia Cristina também levou o filho de 2 meses. O objetivo de Renata e Flávia Cristina é seguir o exemplo de outra mamãe, Gláucia Costa, que todos os anos leva sua filha de 3 anos, Isadora Teixeira, para participar da campanha. “Nunca deixei de participar, estou zelando pela saúde da minha filha,” disse.

Flávia Ramirez, mãe de Maria Tereza, de 3 anos, afirma que os pais devem ter a responsabilidade de levar os filhos para participar da campanha. “Devemos fazer o nosso papel para que o direito da criança a vacina seja realizado”.

Para alcançar a meta, foram distribuídas cerca de 2,3 milhão de doses da vacina em cerca de 7 mil postos de vacinação, sendo 217 postos na capital.

A coordenadora de Imunização da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Tânia Brant, lembrou que pais jovens, que podem não conhecer a doença e sua gravidade, não devem deixar de levar seus filhos aos postos. “A poliomielite pode deixar seqüelas e levar à morte. Por isso, é preciso que todos estejam envolvidos com a campanha,” opinou.

Para custeio da campanha em duas etapas, foi repassado aos municípios cerca de R$ 1,1 milhão, recurso dos governos Federal e Estadual. Além do recurso, serão distribuídas seringas e agulhas, material de divulgação e impressos para registro de doses aplicadas.

Pais ou responsáveis devem levar o cartão de vacina da criança, pois, além da vacinação para poliomielite, estão sendo disponibilizadas as vacinas de tétano, difteria, coqueluche, sarampo, caxumba, rubéola e febre amarela.

A doença

A poliomielite é uma doença causada por um enterovírus, denominado poliovírus. É mais comum em crianças (paralisia infantil), mas também pode ocorrer em adultos. A transmissão do poliovírus ocorre através de contato fecal-oral, o que facilita o contágio em situações em que as condições sanitárias e de higiene não são adequadas. O poliovírus também pode ser disseminado por contaminação fecal de água e alimentos. Uma pessoa infectada pode ou não desenvolver a doença. Em caso positivo, pode ocorrer a paralisia flácida permanente ou transitória.

Ag. Minas

Fundação Cristiano Varella 728

FAÇA UM COMENTÁRIO

Por favor digite um comentário
Por favor digite seu nome aqui