Alguém se lembra de você (amizade de Deus)

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Uma das mais famosas estórias da Bíblia diz respeito a José, filho de Jacó, que, de acordo com uma promessa que havia sido entregue a Abraão,seu bisavô, teve que peregrinar no Egito no sentido de que um povo viesse a ser estruturado com vistas ao culto exclusivo a Jeová.

Sem entrar na análise específica dos como e por que dessa experiência, que consta de um artigo nosso denominado “O detentor da promessa” , que eventualmente traremos aos nossos amigos leitores, podemos enfocar aqui a questão das dificuldade que esse personagem enfrentou.

De acordo com o relato que se desenvolve entre os capítulos 37 e 41 do livro de Gênesis, José passou por um período de 13 anos de dificuldades crescentes, até que Deus cumpriu o que lhe havia mostrado em sonhos, e o tornou governador do Egito, segundo homem depois de Faraó (Gn 41: 38-45).

Ameaçado de morte pelos seus irmãos, vendido, feito escravo, traído e caluniado, estava na prisão, quando, certamente marcado por todas essas experiências, teve a oportunidade de ser ouvido pelo Faraó por meio de um dos seus servos que dividia a masmorra com ele, mas que seria libertado, conforme Deus havia mostrado.

Nesse momento surge uma faceta marcante do ser humano. Aquela que o leva a procurar e lembrar dos outros quando precisa e esquecer-se quando precisam dele.

O tal copeiro-mor do rei, ao ser liberado, embora beneficiado pelo apoio de José na prisão, “simplesmente se esqueceu dele” (Gn 40:23), somente vindo a trazê-lo à memória quando uma crise irrompeu no Egito.

A história tem suas repercussões e é marcante nos relatos de Israel e do cristianismo, todavia o que emerge aqui é algo que tem relação conosco, aqui e agora.

Você pode estar passando por um desafio, afinal eles são muito comuns nos dias de hoje. Trabalho, família, saúde, emoções, frustrações traições, falências, dúvidas, solidão, medo, rancor. Uma verdadeira hoste de maus companheiros.

Neste instante praticamente ninguém se mostra pronto a nos ajudar, estar conosco, ouvir o que nos atormenta, mas existe uma verdade indiscutível: Deus não se esquece de nós.

José, no cativeiro, na prisão, nas dificuldades, sempre teve uma garantia, Deus estava com ele (Gn 39:3 e 21).

Se sua situação requer um amigo poderoso e leal, lembre se da promessa divina que afirma:

“Pode uma mulher esquecer-se tanto do seu filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? mas ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, me não esquecerei de ti.” (Isa 49:15)

Pr. Hélio Cordeiro Volotão

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