É santo o Deus que adoramos

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Um jovem foi ao templo. Mas em vez de ficar olhando para a roupa das pessoas, ou ficar contando as lâmpadas queimadas do teto do templo, ele teve uma visão inesquecível, que marcaria para sempre a sua vida. Ele viu a glória do Deus Vivo enchendo o templo. Isaías nunca mais foi o mesmo a partir de uma visão da majestade de Deus. Ele ouviu os serafins dizendo uns para os outros: “Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos” (Is 6.3). O tema da santidade de Deus ficou de tal modo marcado no coração e na mente daquele jovem que, no restante do seu livro, ele usa o adjetivo “santo” cerca de 50 vezes.

Por que o tema da santidade de Deus é tão importante? Porque se trata de uma das mais nítidas diferenças entre o Deus Vivo e os outros deuses, que, a rigor, deuses não são. O Deus que se deu a conhecer na história de Israel visando a abençoar o mundo todo é um Deus perfeito. Nele não há mancha, falha, deficiência, defeito ou impureza. É limpo e joga limpo. E chamou Israel para ser santo também, não admitindo a mistura entre o que é puro e o que é impuro. Por isso, ele deu leis “para [o povo] fazer separação entre o santo e o profano, e entre o imundo e o limpo” (Lv 10.10). Em Levítico 11, Deus dá uma lista de animais que poderiam e que não poderiam servir de alimento ao povo. E depois explica: “Fareis, pois, diferença entre os animais limpos e os imundos, e entre as aves imundas e as limpas… E sereis para mim santos; porque eu, o Senhor, sou santo, e vos separei dos povos, para serdes meus” (Lv 20.25,26).

Santidade e pecado são como azeite e água: não se misturam. Judá não fez essa distinção. Tal negligência foi denunciada pelos profetas: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que põem as trevas por luz, e a luz por trevas, e o amargo por doce, e o doce por amargo” (Is 5.20; ver também Ez 22.26). A santidade de Deus é o padrão para que nos distanciemos do pecado.

Pr. João Soares da Fonseca – [email protected]

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