Jogue Tudo para o Alto

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A revista Seleções, edição norte-americana, de julho de 2003, publicou uma charge em que se denunciava o cúmulo da cultura da preocupação que o homem moderno produziu. Via-se, no cemitério, um túmulo com uma lápide, algumas flores sobre a cova, e uma frase que o morto (ou a morta?) estaria dizendo:

– Será que eu não esqueci o ferro ligado?

Humor à parte, é claro que há uma preocupação saudável, o cuidado que devemos ter com as coisas e com os compromissos assumidos. Mas hoje quero falar de um pecado que cometemos, achando que pecado não é. Chama-se inquietação. Às vezes, como ponderou Oswald Chambers, “pensamos que um pouco de ansiedade e preocupação é indício de que somos sensatos. Pois é muito mais indício de que somos de fato pecadores. A impaciência brota da determinação de fazermos aquilo que queremos. O Senhor Jesus nunca se preocupava e nunca estava ansioso, porque ele não estava neste mundo para concretizar suas próprias ideias; ele estava aqui para pôr em prática as ideias de Deus. Se você é filho de Deus, a inquietação é pecado”.

A razão por que é fácil cometer esse pecado é que a preocupação nos assedia de todos os lados: preocupamo-nos com os nossos pais, com os nossos filhos, se seremos ou não aprovados nos exames, se teremos emprego ou se conservaremos o que já temos, com a saúde ou a sua falta… enfim, é muita coisa.

Se você anda tentado a se preocupar, tenho uma sugestão para você: jogue tudo para o alto. Não no sentido popular, é claro, de se livrar das responsabilidades, de fugir aos contratos. Não e não. Jogue tudo para o alto, no sentido espiritual. Como ensinou o salmista: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais Ele fará” (Sl 37.5). Entregar quer dizer “transferir, confiando”. Confie a Deus, irmão, as grandes coisas que preocupam você. Ah, e não se esqueça de entregar também as pequenas.

Como diz um para-choque de caminhão: “Ora, que Deus melhora”!

Pr. João Soares da Fonseca – jsfonseca@pibrj.org.br

 

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