Rejeitando a Justiça de Deus

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Diz o povo que todos os caminhos levam a Deus. Será? Será que esta afirmação se sustenta diante da Palavra de Deus?

Paulo escreveu que o desejo do seu coração e sua oração a Deus eram no sentido de que o seu povo, o povo de Israel, fosse salvo (Rm 10.1). Mas o povo de Israel já não tinha a sua religião? Tinha, e se chamava judaísmo.

O judaísmo ensina que Deus existe, que é Deus único, e não há outro. Ensina que cada judeu deve fazer o bem, principalmente aos órfãos e às viúvas. E ainda assim Paulo ora pela salvação dos judeus? E diz mais: “[os judeus] têm zelo de Deus, mas não com entendimento” (Rm 10.2). Note que é possível alguém ter zelo pelo nome de Deus, guardar rigorosamente os mandamentos e ainda precisar da salvação que Deus oferece em Cristo.

O problema dos judeus, esclarece o apóstolo, é que “…não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus” (Rm 10.3). O judeu Paulo faz alusão a duas justiças: a de Deus e a que o homem pretende estabelecer. Os judeus incrédulos se rebelaram contra a justiça de Deus: “…não se sujeitaram à justiça de Deus”, diz Paulo. Aliás, todo incrédulo, judeu ou não, ao optar pela incredulidade, está se rebelando contra Deus e sua santa justiça. A incredulidade nada mais é que insubordinação ao projeto redentor de Deus. Ao profeta Ezequiel, Deus ordenou que pregasse a Palavra, independentemente dos resultados: “…quer ouçam quer deixem de ouvir (porque eles são casa rebelde), hão de saber, contudo, que esteve no meio deles um profeta” (Ez 2.5). É o que esta igreja tem feito. Ela anuncia o evangelho da justiça de Deus, quer os homens ouçam quer não.

Amigo, pare de tentar estabelecer a sua própria justiça. Incline-se diante da justiça de Deus, e você será salvo. Aliás, somente assim será salvo.

Pr. João Soares da Fonseca – [email protected]

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