Arrisque, e motive-se!

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Armando Correa de Siqueira Neto*

Os colaboradores de diversas organizações encontram-se desanimados, e nesta condição levam o seu trabalho em banho-maria. Tal fato reduz a sua capacidade criativa e produtiva, além de minar o poder competitivo tão necessário ao exigente mercado. A motivação é capaz de reverter tal cenário desde que as pessoas passem a conhecer um pouco mais a respeito de si mesmas e ousem mais em relação a caminhar por trilhas que as conduza a realização dos seus sonhos.

Para que ocorra tal mudança são necessários conhecimento, reflexão e atitude. A questão focaliza-se em identificar causas para a motivação ter significado, formação de objetivos a serem perseguidos, desafiar a si mesmo e aos outros, lideranças que compreendam a importância do seu papel nas relações com os liderados, analisar o tipo de temperamento e alinhá-lo às funções de trabalho a fim de reconhecer ajustes ou desajustes através deste tipo de observação, avaliar se existe prazer ou não no trabalho que desempenha, ter sonhos que motivem e ter a atitude de concretizar cada meta estabelecida.

É uma complexidade que, se bem entendida, auxilia no desenvolvimento da necessária motivação para se atingir qualquer meta que se tenha em vista. Os trabalhadores precisam de tais recursos e os possuem (pelo menos disponíveis potencialmente em si) e as organizações também, haja vista elas competirem diariamente por sua sobrevivência e evolução.

Não é na rotina segura encontrada na vida profissional de várias pessoas que a motivação se desenvolve. Ao contrário, é na turbulência do “caos” e nos momentos de risco e pressão que ela surge e renova a esperança, ao trazer o brilho nos olhos há tempos perdido.

Não obstante, o trabalho cotidiano não é feito apenas de descargas da esfuziante adrenalina, a rotina tem o seu papel de destaque também. Não fosse tal fato, seríamos verdadeiros “canhões” sem direção.

Porém, pela falta de objetivos e causas a que se apegar, desprazer naquilo que se faz, ausência de sonhos e pouco hábito em concretizar empreendimentos mais significativos, sobra espaço, em boa dose, para a crescente instalação da monotonia, levando muitos à acomodação e à falta de perspectiva.

E, embora os colaboradores dependam, em muitas situações, de suas lideranças – há inúmeros chefes despreparados – para serem estimulados através de desafios interessantes, há um recurso milenar pouco explorado, em razão de, talvez, ser ignorado, capaz de transformar “pedra em ouro”, ou levantar o moral já enfraquecido: a motivação interior. Mas esse fenômeno só ocorre com o uso do conhecimento e, sobretudo da atitude de se dar o primeiro passo e da necessária persistência. Aquele que apenas aguarda, continuará apenas esperando, e se frustrando. Quem tem medo de dar passos diferentes na jornada do crescimento, permanecerá na trilha “segura” que conduz a resultados empobrecidos. Não há mágica, portanto, arrisque-se! O que você deseja para si mesmo?

 *Armando Correa de Siqueira Neto é psicólogo (CRP 06/69637), palestrante, professor e mestre em Liderança. Coautor dos livros Gigantes da Motivação, Gigantes da Liderança e Educação 2006. E-mail: selfcursos@uol.com.br

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