Manhuaçu ganha representação consular

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Entrevista com André Farrath, vice-presidente da Federaminas e Cônsul da República da Guiné no Brasil – falando sobre o  Consulado, Federaminas e a proposta de Porto Seco em Manhuaçu

André Farrath  vice-presidente da Federaminas e Cônsul da Guiné no Brasil
André Farrath vice-presidente da Federaminas e Cônsul da Guiné no Brasil - Foto Vitor Hugo do JM

Jornal das Montanhas

– Como se deu a sua entrada no consulado e como está sendo o seu trabalho?
André Farrath– Na verdade foi através da Federaminas, quando assumi a entidade, recebi um convite na França para estar representando a República da Guiné aqui no Brasil, tivemos algumas articulações no Rio de Janeiro e também na embaixada em Brasília e depois de uma longa caminhada um processo internacional através do reconhecimento do governo da República da Guiné, através de seu presidente Moussa Dadis Camara e também pelo Itamarati no Brasil, nós assumimos o consulado. Representando Minas Grais, Espírito Santo e Bahia, agora estamos em faze de negociações, levar produtos haja vista a função consular além de seus trabalhos administrativos e de representação política do governo também temos o compromisso de estar fazendo o intercâmbio comercial, faço parte da Câmara de Comércio Internacional da Federaminas, então não está sendo difícil para nós, Manhuaçu está em um corredor de exportação interligado pelo aeroporto de Confins, aeroporto Internacional e pelo Porto Tubarão em Vitória. Em minha primeira missão estive em Lima no Peru, em Montevidéu no Uruguai, levamos produtos da região, como o leite em pó, café torrado e moído, serviços de energia elétrica, dentre outros. Fomos muito bem recebidos em Lima, estive nas embaixadas do Brasil, também em Montevidéu, muito bem recebido, já deixamos algumas coisas encaminhadas e acreditamos para o ano de 2010, não só os produtos que foram levados para esses países, mas como também a parte institucional, pois já estamos alinhavando uma grande doação de leite em pó para a Guiné-Conacri, podemos assim dizer.

JM – Manhuaçu ganha muito com essa representação, pois consulado geralmente apenas nas capitais, e uma representação consular aqui irá ajudar muito na exportação de produtos regionais. Qual é sua visão?
Farrath – A verdade é que quando nós justificamos o pedido aqui para Manhuaçu, como disse anteriormente, Manhuaçu é uma cidade estratégica por se encontrar no meio de um corredor de exportação, uma cidade que se encontra ligada ao Rio de Janeiro, Vitória e Belo Horizonte que são cidades portuárias, então foi essa a justificativa. Você tem toda a razão, pois não é comum uma cidade do interior ter um consulado, acredito que o único consulado que já tivemos no interior foi o da Guatemala em Juiz de Fora. O corpo consulado de Minas Gerais é muito grande, mas a maioria dos consulados se concentra dentro da capital Belo Horizonte, mas Manhuaçu foi bastante premiada com isso, fico satisfeito por ser da região e estamos inserindo a nossa região nessa área mais diplomática, pedagógica e também nessa área comercial a nível internacional.

JM – Quais são seus projetos para a região e um porto seco está entre eles?
Farrath – Na verdade já venho discutindo isso desde a época da presidência da ACIAM, já havíamos discutido essa questão de porto seco, o governo agora abriu a Zona Especial de Exportação, um pouco diferente de um porto seco por ser mais voltada para exportação. A cidade de Teófilo Otoni foi premiada através da produção de pedras preciosas. Fico honrado quando recebo essas perguntas, pois mostra que realmente a sociedade da região está preocupada com essas questões e como estamos em crescimento um porto seco é muito viável, haja vista que o negócio feito em Minas Gerais desembaraçados pelo porto de Vitória passando pela cidade de Manhuaçu poderia ter um desembaraço muito mais rápido com um custo muito menor, gerando assim um desenvolvimento para nossa região.

Farrath recebe certificado do CRC/MG
Farrath recebe certificado do CRC/MG - Foto Vitor Hugo do JM

JM

– Recentemente você foi homenageado pelo CRC-MG. Isso é um reconhecimento pelo seu trabalho de contador?
Farrath – Me senti bastante honrado com esse prêmio, fui projetado dentro do CRC-MG e quando recebi este comunicado através do nosso delegado Daniel Gerhard e do Paulo César o então presidente que me conferiu este certificado a nível estadual. Estou bastante satisfeito e agradecido por uma entidade tão representativa que é o CRC-MG, de grande expressão a nível nacional e sul-americano e toda aquela fidalguia da presidência estar convidando a todos os contadores do estado de Minas Gerais dentro dessa convenção, muito honrado em saber que a classe a qual eu pertenço reconheceu este mérito, tem uma palavra na Bíblia que diz: Porque Jesus mesmo testificou que um profeta não tem honra na sua própria pátria (João 4:44), em outras palavras “santo de casa não faz milagre”, mas dentro do conselho eu fui reconhecido rápido, assim que anunciei o título de Cônsul pela república da Guiné o conselho rapidamente se manifestou tornando de público e notório. Desde já agradeço não só ao delegado de nossa região, mas também ao presidente.

JM – Fique à vontade para dizer o que o que por ventura deixamos de perguntar?
Farrath – Fico satisfeito de estar sendo procurado pelos canais de imprensa, pelo Jornal das Montanhas agora com esse belíssimo site que eu pude apreciar e ver a seriedade e o comprometimento com o jornalismo e com o serviço de informação. Fico satisfeito em estar sendo procurado por vocês e quero dizer que o consulado está aberto e deixo aqui o convite para que façam uma visita, que conheçam nossos planejamentos estratégicos, comerciais e diplomáticos.

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