Projeto ecológico mobiliza cidade, no Leste de Minas

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projetoOs problemas ambientais estão sempre em pauta. Nos jornais, televisão, escolas, congressos internacionais ou até mesmo em uma conversa casual, alguém sempre comenta sobre o calor sufocante dos últimos tempos, os incômodos racionamentos de água e coisas do tipo. Cansadas de só falar, um grupo de mulheres do município de Frei Inocêncio, no Vale do Rio Doce, criou o projeto ecológico “Natureza Limpa”. Com o apoio da Emater-MG, a Associação Tecendo Arte (ATAFINO) confecciona sacolas retornáveis. São sacolas de pano que podem ser reutilizadas, reduzindo assim o uso demasiado de sacolas plásticas.
O projeto funciona da seguinte forma: as sacolas são vendidas a estabelecimentos comerciais como supermercados e padarias. Estes revendem o produto a preço de custo e ainda oferecem desconto de 5% na compra que couber na bolsa ecológica. Desde o mês de janeiro, mais de mil bolsas foram adquiridas pelos consumidores. A presidente da Associação, Sônia Maria de Almeida, conta que a parceria com os comerciantes é essencial para o bom desenvolvimento do projeto. “Sem o apoio deles seria praticamente impossível o trabalho. Nessa parceria todo mundo ganha: nós vendemos as sacolas e eles divulgam o comércio por meio das marcas silkadas nas bolsas”. Para o gerente do Supermercado Cartilho, Emerson Soares Rodrigues, é preciso incentivar projetos sérios que se preocupam com causas importantes. “O ramo do comércio causa muita poluição, por isso precisa ser o primeiro a apoiar o projeto ambiental. Nós fazemos isso divulgando o trabalho da associação para tornar comum o uso das sacolas retornáveis”, acrescenta.
As sacolas são feitas de algodão cru e comercializadas a R$ 5,00 reais. A Associação também recebe encomendas e terceiriza a silkagem. Segundo Sônia, a próxima meta do grupo é captar recursos para equipar a produção e gerar renda com a atividade. “O trabalho tem melhorado a auto-estima das associadas, mas ainda não conseguimos obter lucro com as vendas, pois todo capital é revertido para a compra de matéria-prima. O nosso sonho é produzir muito mais, mas para isso precisamos de uma estrutura melhor. As máquinas que utilizamos são emprestadas pelas próprias mulheres do grupo”, conta. A extensionista da Emater-MG, Kelyene Sued, ressalta a importância do trabalho. “Preservar o meio ambiente é uma das prioridades da Emater-MG e por isso nós apoiamos o projeto desde o início. Além dos trabalhos de orientação e divulgação já realizados, iremos promover palestras de educação ambiental nas escolas. A conscientização de quem vai cuidar da natureza no futuro também é uma preocupação do projeto”.
O plástico leva cerca de 400 anos para se decompor e é um dos responsáveis por grande parte do lixo nos aterros, bueiros e rios. No caso específico das sacolas de supermercado, a matéria-prima é o plástico filme, produzido a partir de uma resina chamada polietileno de baixa densidade (pebd). No Brasil, são produzidas 210 mil toneladas anuais de plástico filme, o que já representa 9,7% de todo o lixo do país. Abandonados em aterros, esses sacos plásticos impedem a passagem da água retardando a decomposição dos materiais biodegradáveis e dificultando a compactação dos detritos

1 COMENTÁRIO

  1. Olá,gostei da iniciativa destas pessoas,muito significante para o crescimento da cidade,ou seja,da sociedade em geral.são ideais como esta que transformam a consciência do sujeito de uma sociedade dita moderna…

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