Professores estão cansados de promessas do Governo de Minas

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Indignados com o desprezo e desrespeito por parte do Governo de Minas, a Educação pede socorro mais uma vez, e vai as ruas de Manhumirim MG, para mais um Manifesto reivindicatório. A greve nas escolas estaduais de Minas Gerais completou 23 dias nesta sexta-feira (30). Os professores reivindicam piso salarial de R$ 1.312, além das gratificações. O reajuste concedido pelo governo para todo o funcionalismo não pôs fim ao movimento na educação. Professores e outros trabalhadores da Educação da Rede Estadual de Ensino em greve fizeram nova manifestação pública na Praça Pe. Júlio Maria em Manhumirim. O ato, com representantes das três únicas escolas estaduais do município, a saber, E.E.de Manhumirim, E. E. Alfredo Lima e CESEC – Profª Juracy Batista Corrêa, e de Martinhs Soares e Alto Jequitibá, sem pretensões irreais de lotar a praça, demonstrou ousadia e renovada disposição de luta, depois dos boatos de corte de pagamento e de contratação de profissionais em substituição aos grevistas surgidos esta semana.

A Secretaria de Estado da Educação não tem um levantamento do número de alunos atingidos, mas calcula que a greve atinge menos da metade das 4 mil escolas. A rede estadual tem 2,5 milhões de alunos. O sindicato dos professores calcula adesão de 60%. O Estado tem 203 mil servidores na área de educação. A aposentada e Funcionária da Educação Carmem Aparecida, desabafa, ” meu salário é de fome, uma vergonha, é um abuso o que o Governo Aécio Neves e o Sr. Anastazia estão fazendo conosco, meu salário está congelado em 330 reais a quinze anos, isso é realmente um absurdo, eu não estou aguentando mais, não tenho nem como comprar os meus remédios, imagine o restante das coisas que preciso para viver com dignidade” conclui Carmem. A Professora Flavia disse que o Governo está acabando com a carreira da classe, tratando os professores, como se fossem verdadeiros ladrões, e conclui “Nós só queremos os nossos direitos, como foi constituído em lei, e eles não querem pagar”.

A Professora aposentada, Silvina M. Rodrigues, indignada disse que era aposentada no nível quatro, e caiu para o nível dois, e seu vencimento de aposentada caiu para 489 reais, e disse que ja era para estar aposentada neste cargo, más só não está, assim como outros, porque espera melhora de salário, porque o aposentado é esquecido no Estado. O Professor João Carlos disse ” essa nossa greve tem um objetivo único, e a nossa pauta é bem enxuta, nós queremos para o Professor, o piso salarial de 1.312 reais, e isso é um direito nosso, está na Lei: 11734, hoje nossos auxiliares de serviços gerais, estão ganhando um piso salarial de 320 reais por mês, e isso é brincar com os sentimentos de um ser humano, ou seja, pai de família que necessita de um salário digno para sobreviver, é um desrespeito muito grande por parte deste Governo absurdo” conclui o Prof. João Carlos.

O Professor Paulo César disse “Nós precisamos fazer com que essa greve tenha a vitória necessária, porque, a muito tempo os salários não são reajustados, e com isso nós ficamos desprezados na sociedade, precisamos mostrar que existimos que a educação é importante, que o país precisa dela, e sem uma boa Educação, nós não seremos o País de primeiro Mundo que todo mundo deseja, prá isso, a classe tem que ser valorizada, e bem remunerada, esperamos que o Governo olhe com carinho o nosso caso, já temos colegas, em situação desconfortável, devido a esses baixos salários” conclui. A vinte anos no Magistério, o Prof. Elmar Fagundes disse que a “hora é essa, ou agora ou nunca, temos que lutar pelos nossos direitos”. Fany Hoth Rodrigues ( SIND. UTE ) disse ” Nós esperamos que o Governo atenda as nossas reivindicações, nós temos uma Lei do Piso Nacional já aprovada, e o Governo de Minas não cumpre, então nós queremos a correção do nosso salário prejudicado a quinze anos, então o Sind Ute representa a categoria, e ele atendeu ao chamado, quando declarou esta greve, e com ela, esperamos a vitória” conclui Fany. A Prof.ª Lídia Maria Nazaré disse ” O que aguardamos do Governo é uma resposta satisfatória, tenho certeza que a hora é essa, a greve já está em curso desde oito de abril e o indicativo do movimento foi aprovado pela categoria em assembleia no último dia vinte e seis de março. De acordo com o sindicato dos professores, a principal reivindicação é a implementação do piso salarial de R$ 1.312,85 por uma jornada de trabalho de 24 horas semanais. Esse valor é reivindicado para os professores com nível médio de escolaridade. A remuneração base dos demais, será calculada de acordo com a tabela dos planos de carreira” conclui Lídia.

Reportagem: Teógenes Nazaré – TV Catuaí – Manhuaçu MG.

2 COMENTÁRIOS

  1. Parabéns ao jornal das montanhas pelo espaço aos educaores. Esse governo do PSDB se pudesse privatizaria e Educação, a segurança, o povo e olha lá a amazônia -eu na proxima estou querendo votar branco e fazer campanha…Aecio, Serra, Yeda, FHC – o que fazem ou fizeram para o social??? chega o Azeredo o responsavel pelo crescimento da escola privada em Minas- olha o Pitágoras!!! Salve-se quem puder!!!

  2. OLÁ,
    PARABÉNS AO JORNAL QUE DA O ESPAÇO QUE O PROFESSOR PRECISA PRA FALAR A VERDADE SOBRE O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM A EDUCAÇÃO EM MINAS GERAIS.O MUNDO NÃO GIRA EM TORNO DE UNS E SIM DA MAIORIA.FÉ E FORÇA SEMPRE!

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