
A lagarta-de-fogo é conhecida por sua aparência bonita e inofensiva, mas esconde um detalhe curioso e perigoso: seus pelos urticantes liberam toxinas que podem causar queimaduras intensas na pele, dor forte, vermelhidão e até complicações mais sérias, como náuseas e dificuldade para respirar em casos graves.
Outra curiosidade é que esses pelos funcionam como um mecanismo de defesa natural contra predadores, já que muitos animais evitam se alimentar delas após o primeiro contato doloroso.
A Lagarta de Fogo (Megalopyge lanata) é um inseto que sofre metamorfose completa. Na fase juvenil adquire o formato de larva (lagarta), sendo caracterizada pela coloração branca e corpo repleto de pelos avermelhados. Concluída esta etapa, o inseto encasula e se transforma em mariposa quando “adulto”, atingindo 70 milímetros de envergadura. Sua coloração se torna preta ou rosa com asas brancas.
Por estar classificada como polífaga, a Lagarta de Fogo é considerada uma espécie com hábito de ingerir uma variedade de fontes alimentares, sendo encontrada em diversas regiões do Brasil, inclusive na Amazônia. Algumas das frutas mais procuradas pelo inseto são as mangas, goiabas, peras e abacates. Além de plantas cultivadas, essas lagartas também desfolham árvores silvestres, incluindo várias usadas para paisagismo, o que agrava o seu potencial de perigo.
Acidentes
A Lagarta de Fogo é agrupada em categorias e as principais causadoras de acidentes no Brasil são as Megalopygidae e as Saturniidae que, diferente das outras espécies de taturanas, podem provocar manchas e hematomas. Se não houver o tratamento correto da infecção, a hemorragia pode se espalhar por todo o corpo, causando morte.
Em caso de acidente, a recomendação é lavar o local afetado com água fria e sabão. Depois disso, é necessário procurar o auxílio de um médico.



