Argentinos vão eleger hoje Milei presidente da Argentina se nada de anormal ocorrer

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Por Devair G. Oliveira
Ao analisar o pleito na Argentina observando o que a grande mídia diz, cheguei à conclusão que Javier Milei sairá vitorioso, provavelmente hoje, ou mais tarde um pouco no segundo turno, veja o que a imprensa diz dos três candidatos que dominaram o cenário durante a campanha. O líder na maioria das pesquisas é o economista Javier Milei, da coalizão conservadora La Libertad Avanza, com pouco mais de 30% das intenções de voto, em geral.

Ao meu ver a imprensa comprada e vendida sempre trabalha com uma diferença a menos de 10 a 15% do candidato que está à frente se este for da direita, então se a pesquisa lhe dá uma frente de 30%, embora a propaganda consiga mudar muitos eleitores, mas acredito que devida a situação caótica dos argentinos não será suficiente para tirar de Milei. Para vencer já no primeiro turno, neste domingo (22), algum dos candidatos à Presidência precisa receber 45% dos votos válidos – excluindo brancos e nulos – ou 40% desses votos e registrar uma vantagem de 10 pontos percentuais sobre o segundo colocado. Caso contrário, é convocado um segundo turno com os dois primeiros, se ocorrer o segundo turno, está marcada para 19 de novembro.

O eleitorado gira em torno de 35,3 milhões de argentinos aptos a votar nas eleições deste domingo (22), em que o país sul-americano deve escolher o novo presidente do país, bem como senadores, deputados e autoridades locais, em algumas províncias. As eleições gerais ocorrem em meio a uma aguda crise econômica. 

O voto é obrigatório entre os 18 e os 70 anos, embora a multa prevista para quem não cumprir a obrigação seja baixa. Entre os 16 e os 18 anos de idade e acima dos 70 anos, o voto é opcional. Nas eleições primárias realizadas em agosto, quando foram escolhidos os candidatos da corrida presidencial, a abstenção ficou em 30,4%, por exemplo, um recorde.

Estão concorrendo os seguintes candidatos: o economista, político, professor, escritor e deputado argentino Javier Gerardo Milei costuma se expressar com bastante clareza e se coloca como representante liberal. Entre suas propostas estão a redução drástica de subsídios e do aparato estatal. Num discurso, ele já propôs, a negociar com a China e com o governo Lula e a saída do Mercosul.

Ele ganhou notoriedade ao começar a dar entrevistas dizendo se eleito a deputado concorreria as eleições presidenciais em 2023 e agradou o eleitor argentino e se elegeu deputado em 2021. Nas primárias, foi o candidato mais votado, com cerca de 30% dos votos.

Em segundo nas primárias, com 28%, e logo atrás nas pesquisas, vem o atual ministro da Economia da Argentina, Sergio Massa, do partido peronista União pela Pátria. Trata-se de um político experiente, advogado, que conquistou as primárias de seu partido depois da terceira tentativa. Ele já foi também presidente da Câmara dos Deputados, mas pesa muito sobre pertencer ao atual governo que afundou a Argentina.

Do lado conservador está Patrícia Bullrich, da coalizão Juntos pela Mudança. Ex-ministra da Segurança do governo Macri (2015-2019), a cientista política e jornalista é nascida em Buenos Aires e proveniente de uma aristocrática família argentina, com ligações centenárias no comércio de gado.

Envolvida na política desde a adolescência, ela se apresenta como uma liberal linha dura, calcada na palavra “ordem”, tendo sido convertida após um passado ligado à Juventude Peronista.

Nas eleições gerais deste domingo será renovada também metade da Câmara dos Deputados, ou o equivalente a 130 cadeiras. No Senado, serão escolhidos 24 senadores, um terço do total.

No caso das províncias, quatro terão eleições simultâneas para os executivos locais – Buenos Aires, Catamarca, Santa Cruz e Entre Ríos. A Ciudad Autónoma de Buenos Aires também escolherá seus novos governantes.

Outras 17 províncias já realizaram eleições neste ano, e duas – Santiago Del Estero e Corrientes – elegeram suas autoridades em 2021.

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